Preço de frutas e hortaliças dispara no Brasil com problemas climáticos

Cenoura, cebola, batata e tomate subiram de preço em fevereiro; em relação às frutas, maçã, melão e melancia se valorizaram

O 3º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado na manhã desta quinta-feira (17) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), referente ao mês de fevereiro, destaca que o clima adverso vem causando o aumento no preço de frutas e hortaliças no país.

“Uma das mais atingidas foi a cenoura, que registrou os maiores patamares dos últimos anos”, informa nota da entidade, em razão das chuvas frequentes em São Gotardo (MG), principal região produtora e abastecedora de cenoura.

Cebola e batata, produzidas principalmente no Sul do país, também registraram alta de preços.

A batata se valorizou em todas as regiões analisadas, especialmente em Recife (PE), onde avançou 76,98%, e em Belo Horizonte (MG), onde o ganho foi de 3,59%.

O tomate também manteve a tendência de ganho de preços que começou nos últimos meses do ano passado. Só três mercados apresentaram queda nas cotações em março: Fortaleza (CE), de 15,48%; Recife (PE), de 10,88%; e Belo Horizonte (MG), de 3,59%.

“No entanto, no início deste mês a tendência do produto mais caro se manteve nas Centrais de Abastecimento”.

Em relação às frutas, maçã, melão e melancia se valorizaram para compra nos mercados atacadistas em fevereiro refletindo o momento de oferta reduzida.

“Para a maçã foi registrada pequenas elevações na maior parte das Ceasas, especialmente as variedades fuji e gala, com leve aquecimento da demanda”, informa a Conab, que alerta para a possibilidade de quebra de safra na próxima temporada.

O mamão manteve os preços altos apesar das vendas menores, enquanto a melancia permanece em alta com a produção gaúcha prejudicada.

As demais frutas não apresentaram oscilação de preço uniforme. A banana nanica ficou mais barata, compensando a alta da variedade prata.

“A laranja teve redução da oferta no atacado, mas ainda sem repasse aos consumidores, em grande parte por causa da demanda no varejo se comportar de forma restrita”, diz em nota o superintendente de Estudos Agroalimentares e da Sociobiodiversidade da Conab, Marisson Marinho.

A entidade destaca também que em março a Conab firmou acordo de cooperação, no âmbito do Prohort, com as Centrais de Abastecimento do Estado de Santa Catarina (Ceasa/SC), e as informações entrarão nas análises a partir do mês que vem.

Fonte: Estadão Conteúdo

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