Volume de recursos será disponibilizado via Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) e ficou acima do montante ofertado em 2021: R$ 5,9 bilhões.
Os produtores de café terão à disposição R$ 6,06 bilhões em crédito do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). O valor foi aprovado nesta quinta-feira (28), pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para o exercício deste ano e é um pouco maior que os R$ 5,9 bilhões aprovados em 2021.
Em nota, o Ministério da Economia informou que atendeu ao pedido do Ministério da Agricultura (Mapa), para que os recursos do Funcafé fossem definidos de forma global, sem discriminação por linha de crédito. Segundo a equipe econômica, a decisão dá autonomia para que o Ministério da Agricultura decida sobre a distribuição dos recursos às instituições financeiras e às linhas de crédito prioritárias.
No ano passado, o CMN teve de aprovar duas resoluções remanejando recursos dentro do Funcafé para financiar a recuperação dos cafezais afetados pelas geadas no último inverno. A destinação dos valores de forma global dará mais flexibilidade ao Ministério da Agricultura, em caso de novos imprevistos climáticos nesta safra.
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O CMN também elevou de R$ 30 milhões para R$ 50 milhões o limite de crédito de custeio que cada cooperativa de produção de café pode pegar emprestado. O limite nas operações por cooperado foi mantido em R$ 500 mil.
“As cooperativas de produção exercem importante papel na cafeicultura por sua capacidade de operacionalização e capilaridade na distribuição dos recursos diretamente aos cafeicultores, especialmente neste período de aumento dos custos de produção, puxado pela alta dos fertilizantes e defensivos agrícolas”, justificou o Ministério da Economia em nota.
Fonte: Agência Brasil