Pulverização de precisão gera economia de 50%

Pulverização de precisão gera economia de 50%

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Foto: Divulgação

Sistema de pulverização localizada de alta performance, formado por sensores de detecção de clorofila e válvulas extremamente rápidas para garantir a aplicação apenas onde é necessário

A maioria dos produtores rurais, agrônomos e outros profissionais que atuam na produção agrícola já devem ter pensado o quão bom seria conseguir aplicar defensivos apenas nas áreas infestadas por pragas e ervas daninhas. Com aplicação apenas no alvo, seria possível economizar água, insumos, tempo de execução do trabalho e, consequentemente, haveria redução nos custos. A boa notícia é que esse cenário hipotético já se tornou uma realidade nas lavouras brasileiras, com a chegada de uma inovadora tecnologia holandesa, batizada de WEEDit, inspirada pela palavra inglesa “weed”, que significa erva daninha.

Segundo a Smart Sensing, o conjunto de sensores (cada um cobrindo 1 metro de largura) realiza leituras com uma frequência de 40 mil vezes por segundo. A clorofila das plantas respondem à luz vermelha emitida pelo sensor absorvendo-a e emitindo luz NIR através da fluorescência, essa emissão é então detectada pelos sensores.

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Etapas da Detecção da planta à pulverização
/ Fonte: smartsensingbrasil.com.br

“Os sensores WEEDit identificam mesmo as menores emissões de fluorescência da clorofila, e reagem acionando o conjunto de bicos referente à planta identificada, aplicando apenas o necessário, de acordo com o tamanho da planta. Cada bico é capaz de acionar em 1 milisegundo, sendo que cada sensor é capaz de ativar 5 bicos de maneira independente, gerando uma resolução de 20cm para cada bico”, explica a fabricante.

Tecnologia permite a aplicação de defensivos apenas em áreas com infestação de plantas daninhas

No Brasil, o primeiro a utilizar o sistema WEEDit foi o produtor norte-americano John Carroll, que cultiva soja, milho e algodão na fazenda AgroService, com mais de nove mil hectares em Luís Eduardo Magalhães (BA). O produtor, que já vive no Brasil há 15 anos, conta que a infestação com ervas daninhas aumentou muito, principalmente com capim amargoso e erva de touro. Por isso, a nova tecnologia será muito útil. “Se você usa herbicida em 100% da área o custo é muito alto. Com o sistema, como vamos aplicar em apenas 20% ou 30% da área, conseguimos trabalhar com a dosagem necessária para resolver o problema e diminuir o custo”, afirma Carroll.

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A novidade começou a ser usada nas lavouras de Carroll no início de novembro e a expectativa do produtor é reduzir o uso de herbicida em até 50%. Por enquanto, o sistema está em funcionamento apenas na fazenda de Caroll e está sendo testada por pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo, em Piracicaba (SP).

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Foto: Divulgação

O futuro da pulverização

O sistema consegue identificar, separadamente, a massa seca da massa verde nas lavouras e tem uma sensibilidade que varia numa escala de 1 a 4, medida usada pelos sensores para identificar as plantas de acordo com o tamanho. Com a nova tecnologia, a economia na aplicação de defensivos agrícolas pode variar entre 30% e 70%, a depender da incidência de plantas daninhas na área.

Implantação do sistema

Vídeo do teste do Sistema Weedit na Fazenda Piratini da SLC Agricola, em Jaborandi-BA. Trata-se uma aplicação de herbicida para controle de Capim Amargoso. Numa área de 700ha que sofreu o manejo o consumo efetivo de herbicida ocorreu em área equivalente a apenas 30ha. Ou seja, economia de mais de 90%.

 

O feixe de luz (laser) identifica as plantas de capim e o sistema inteligente abre seletivamente os bicos de pulverização apenas onde estão as plantas invasoras. Economia de custos e redução de impacto ambiental.