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Trabalho braçal em colheitas de algumas culturas como a cana-de-açúcar foi substituído pela máquina

O boia-fria, personagem que foi fundamental na agricultura brasileira desde sempre, é, definitivamente, uma figura em extinção, principalmente a partir dos anos 90 do século passado. Com o início da mecanização, a mão de obra no campo foi, paulatinamente, sendo substituída pela máquina.

A partir dos anos 2000, a mecanização ganhou automação e mais uma onda avançou na substituição do emprego braçal na agricultura. Para se ter uma ideia, no ano passado, o Brasil colheu safra recorde de grãos, 240 milhões, segundo o IBGE.

Na contramão do avanço de produção e produtividade, o número de empregos no setor caiu. Nos últimos cinco anos, o recuo foi de 1,9%. Em 2012, eram 19,7 milhões de pessoas empregadas no agronegócio brasileiro. No ano passado, foram 18 milhões de carteiras assinadas no setor.

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Para o professor de Economia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP em Piracicaba, Carlos Eduardo de Freitas Vian, os benefícios dessa nova realidade são o fim do trabalho insalubre e sazonal da colheita manual para muitas culturas e o aumento médio do salário pago ao trabalhador do campo. Para o professor, resta saber o que está sendo feito dos ex-boias-frias. Ouça a entrevista abaixo:

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