O ano de 2020 avança e já vem sendo marcado por um novo ano de recordes. Os valores nos indicadores do Cepea estão quebrando recordes!
Segundo pesquisadores do Cepea, as intensas exportações brasileiras de carne e a oferta restrita de animais para abate mantêm as médias mensais da arroba em patamares recordes no mercado nacional. Essa valorização da arroba, contudo, não indica que o pecuarista está com margem maior.
Isso porque os animais de reposição (bezerro e boi magro) estão sendo negociados igualmente em patamares recordes reais das respectivas séries do Cepea. Além da reposição – que representa mais da metade dos custos de produção de pecuaristas recriadores –, a forte valorização do dólar neste ano elevou os preços de importantes insumos pecuários que são importados.
- Safra 2026/27 começa com crédito mais escasso; produtor encontra juros a partir de 3% ao ano
- Exposição ao frio causa escurecimento da polpa da manga, comprova estudo
- A união de Inteligência Artificial, inclusão social e alta performance genética na raça Mangalarga
- Real Time Big Data: Flávio tem 45% no 2º turno; Lula, 44%
- TCU aprova adensamento de terminal no Porto de Santos a contrato da Petrobras
É importante lembrar, ainda, que insumos de alimentação, como milho e farelo de soja, estão bastante valorizados. No caso da indústria, enquanto as exportações aquecidas e o dólar elevado ajudam na receita, os frigoríficos que trabalham apenas no mercado doméstico se deparam com matéria-prima em patamar recorde e demanda por carne bovina um pouco enfraquecida.
A carcaça casada do boi é negociada em patamares superiores aos verificados em anos recentes, ao passo que a população começa a perder o poder de compra, diante da crise econômica gerada pela pandemia de covid-19.
Fonte: Cepea