Após anos de descarte significativo de fêmeas, a oferta de animais para abate tende a ser mais comedida em 2025, apontou a Scot Consultoria.
Com a chegada de 2025, o mercado do boi gordo desperta expectativas e incertezas. A Scot Consultoria compartilhou análises detalhadas sobre os fatores que podem influenciar as cotações, destacando elementos positivos, mas também desafios que exigem atenção. Menor oferta de animais, um cenário fiscal interno desafiador e possíveis mudanças nas tarifas de exportação para a China estão entre os destaques que podem definir o ano. Vamos responder a pergunta: “A cotação do boi gordo subirá em 2025?”
Após anos de descarte significativo de fêmeas, a oferta de animais para abate tende a ser mais comedida em 2025. Segundo Rodrigo Demundo, analista da Scot Consultoria, isso abre espaço para cotações mais elevadas: “A gente acredita que o próximo ano deve ser de menos oferta de bovinos para o abate. Isso, junto com um cenário de exportações ainda positivo, deve trazer preços melhores para o pecuarista.”
Além disso, as condições climáticas mais favoráveis, com chuvas significativas no final de 2024, contribuíram para a recuperação das pastagens. “A rebrota do capim está muito melhor do que no começo de 2024. Isso promete dinamizar os preços da arroba do boi gordo acima dos R$ 300,00 ao menos até o primeiro trimestre,” destacou Felipe Fabri, também analista da Scot Consultoria.
Outro ponto relevante é o comportamento dos produtores em relação ao descarte de fêmeas. Com preços de reposição mais atrativos, os pecuaristas têm optado por segurar os animais para novas tentativas de reprodução. “O produtor está estimulado a tentar um segundo protocolo de inseminação sem uma pressão de fazer caixa neste momento,” explicou Demundo.
Apesar das boas perspectivas para o início do ano, o mercado interno apresenta preocupações. Em 2024, o consumo doméstico de carne bovina foi robusto, mas para 2025 o cenário fiscal desafiador, aliado à desvalorização do real e à inflação elevada, gera dúvidas. “A demanda interna pode ficar mais fraca no começo do ano, e isso impacta diretamente as negociações,” alertou Fabri.
Exportações: pilares e desafios
As exportações brasileiras de carne bovina foram um dos destaques de 2024, alcançando recordes históricos. Porém, em dezembro, houve uma desaceleração, com recuo de 18% no volume exportado em relação ao mesmo período de 2023. “Dezembro foi um mês mais calmo, porque os compradores internacionais já haviam se abastecido até novembro. Apesar disso, o volume ainda é significativo,” analisou Demundo.
O grande ponto de atenção para 2025 é a possível elevação da tarifa de importação da carne bovina pela China, de 12,5% para algo entre 20% e 22%. “Ainda não houve um comunicado oficial, mas há uma preocupação com o impacto disso na exportação, principalmente no primeiro trimestre,” afirmou Fabri.
O que esperar para o primeiro trimestre?
O início de 2025 deverá ser marcado por preços firmes, com uma perspectiva de estabilidade acima dos R$ 300,00 por arroba. “A expectativa é de um começo de ano mais sustentado, sem grandes quedas, com uma menor oferta no mercado,” pontuou Fabri. No entanto, os custos de produção, especialmente os relacionados à reposição, devem exigir atenção redobrada dos pecuaristas.
Expectativas para as cotações do boi gordo
O cenário para 2025 traz um misto de otimismo e cautela. Menor oferta de animais, condições climáticas favoráveis e o potencial de exportação sustentam expectativas de preços do boi gordo melhores para os pecuaristas. Por outro lado, o mercado interno mais fragilizado e as possíveis mudanças tarifárias na China são fatores que podem limitar ganhos.
Com essas perspectivas, a Scot Consultoria reforça que 2025 exigirá estratégias bem planejadas e monitoramento constante do mercado. “De todo modo, acreditamos que 2025 será um ano mais próspero em termos de preços para o pecuarista,” concluiu Demundo.
Essas análises mostram a importância de decisões baseadas em dados para aproveitar as oportunidades e mitigar os desafios no cenário da pecuária brasileira.
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