Agropecuária despenca e puxa o PIB para baixo

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foto: divulgação
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Paulo Guedes afirma que baixa de 8% no agro, que puxou o PIB geral para baixo, foi localizada e tem efeito transitório

Apesar de o governo buscar tranquilizar o cenário, a Faesp alerta que a queda do PIB do agro indica necessidade de apoio ao setor. Para a entidade, a seca, as geadas, o frio intenso, os incêndios e a crise hídrica, além dos problemas gerados pela pandemia, estão entre as causas da queda de 8% do PIB do agronegócio no terceiro trimestre, na comparação com o imediatamente anterior, anunciado pelo IBGE.

De acordo com a Faesp, as principais preocupações recaem sobre o crédito rural e a política de apoio ao seguro rural. “Os recursos disponibilizados com taxas de juros controlados não atenderam à demanda total e muitos produtores tiveram de recorrer ao crédito bancário com taxas de juros livres, o que é problemático, principalmente neste momento em que os juros encontram-se em patamares mais elevados”, pondera o presidente da entidade, Fábio de Salles Meirelles.

Outra preocupação é o seguro rural, instrumento fundamental diante da variabilidade climática, que teve seu orçamento diminuído pelo Governo Federal para o ciclo 2021/22.

Ainda sobre seguro rural, conforme solicitação encaminhada anteriormente ao Governo do Estado de São Paulo, pedindo verba complementar para a subvenção ao prêmio, este ano foram liberados R$ 57 milhões. “Nossa reivindicação, nesse momento, é de que os recursos alcancem R$ 85 milhões até o final de 2021, valor minimamente necessário para atender à demanda”, frisa Meirelles, enfatizando que o seguro rural é um dos principais instrumentos de apoio à política agrícola. “É preciso considerar que os produtores estão operando com risco maior este ano, não apenas devido à pandemia, como à iminência de um colapso hídrico e geadas diante do fenômeno La Niña”.

O presidente da Faesp reitera, ainda, a premência das seguintes medidas, anteriormente já encaminhadas pela entidade ao mercado e ao poder público:

  • Apuração, caso a caso, com a realização dos respectivos levantamentos técnicos e periciais, das perdas decorrentes dos fatores climáticos acima noticiados, nos termos do Manual de Crédito Rural (MCR) do Banco Central do Brasil, de maneira a conceder condições, prazos, carência e prorrogação dos contratos firmados.
  • Linha de crédito de recuperação de cafezais danificados, disponibilizada com recursos do Funcafé, que conta com reserva de R$ 1,30 bilhão para acesso pelas instituições financeiras. A solicitação é do uso efetivo dessa linha para auxiliar os cafeicultores paulistas.
  • Criação de linha de crédito especial, com prazo de reembolso e condições facilitadas, para viabilizar a recuperação da estrutura produtiva e manutenção das atividades agropecuárias atingidas pela geada, seca e vendavais, dentre outras ocorrências climáticas.

Fonte: Nação Agro

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