Altas do boi e da carne continuam pelo país

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Foto: Divulgação

Boi gordo: altas expressivas no Centro-Norte do país; Viés de alta para o boi gordo no Sul da Bahia; Preço da carne bovina cresce 25%.

No fechamento da última quinta-feira (31/10), as valorizações aconteceram em 17 das 32 praças pecuárias pesquisadas pela Scot Consultoria. Em algumas regiões, como Tocantins, Rondônia, Goiás e Pará, as altas surpreendem. Em Goiás, do fechamento do dia anterior para o atual o preço pago à vista pelo boi subiu 1,3% em cada uma das duas regiões monitoradas. Em Rondônia e no Norte de Tocantins a variação foi equivalente. Nestas regiões existem frigoríficos comprando boiadas para a próxima segunda-feira (4/11).

No Pará, foram registradas altas nas três praças monitoradas. Considerando os pagamentos à vista, em Marabá a cotação subiu 1,8%, em Redenção 1,2% e em Paragominas o preço do boi gordo decolou 3,5%.

A referência em Paragominas está em R$164,50, à vista e livre do imposto. O preço bruto à vista está em R$166,50.

Contudo, destacamos a alta volatilidade do mercado. Existem ofertas de compras de até R$3,00 a R$4,00/@ acima e abaixo da referência.

Na praça paulista, o boi gordo subiu R$0,50/@ na comparação dia a dia e ficou cotado em R$166,50/@, à vista e livre de Funrural.

Mercado do boi gordo segue com preços firmes no Sul da Bahia

Mercado do boi gordo segue com preços firmes no Sul da Bahia. A virada do mês e a tendência de melhora no consumo, aliada à escassez de boiadas, tem mantido as cotações sustentadas.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, atualmente, a arroba do boi gordo tem sido negociada, em média, em R$159,50, a prazo e livre de Funrural. O diferencial de base, em relação a São Paulo, é de -5,34%.

A vaca gorda e a novilha estão cotadas em R$154,00/@ e R$156,50/@, respectivamente, nas mesmas condições do boi gordo.

Para os próximos dias, a tendência é de alta de preços. A fim de atender à maior demanda, o varejo está se reabastecendo. Dessa forma, espera-se que a cotação do boi gordo ultrapasse os valores de referência.

Preço da carne bovina cresce 25%

Os preços da carne bovina no Brasil aumentaram 25% nos últimos três meses, segundo informações divulgadas pelo presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Péricles Salazar. De acordo com ele, esse movimento é inevitável considerando a forte demanda externa pelo produto.

“É uma situação de mercado, que fortalece todo o setor da pecuária e sua cadeia produtiva – do criador às empresas –, e que é inevitável diante da procura pelo produto brasileiro, já que há muito tempo não ocorriam elevações nos preços ao consumidor”, disse o dirigente em comunicado divulgado pela Abrafrigo nesta semana.

Isso porque, a China tem elevado as compras fortemente, diante dos casos de peste suína africana no país, e a Rússia está aumentando as importações progressivamente com habilitações de novas plantas. “Novos clientes importantes, como Turquia e Indonésia, também colaboram para o aumento das exportações brasileiras”, informou o portal da CarneTec Brasil, que é especializado nesse tipo de assunto.

“Salazar estima que as exportações de carne bovina brasileira atualmente representam mais de 20% da produção local. Segundo ele, os repasses do aumento de preço ao consumidor brasileiro devem continuar pelo menos enquanto a oferta de bois continuar restrita, cenário que ele espera que se mantenha como consequência do aumento das exportações”, indica.

As exportações de carne bovina aceleraram ainda mais neste mês de outubro, quando a busca dos varejistas brasileiros pelo produto também cresceu visando fazer estoques para a temporada de festas de fim de ano, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) divulgados em meados do mês.

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