Justiça do Rio reconhece que a varejista cumpriu o plano negociado com os credores e encerra o processo iniciado em 2023.
A Justiça do Rio de Janeiro encerrou nesta segunda-feira (19) a recuperação judicial da Americanas e das demais empresas do grupo. A decisão é da 4ª Vara Empresarial da capital e reconhece que o grupo cumpriu as obrigações do plano.
O mercado reagiu rápido. As ações fecharam a segunda-feira em alta de quase 7%, a R$ 5,97. Na terça (20), chegaram a subir 25,63%, cotadas a R$ 7,50 por volta das 10h15.
Foram 1.369 dias entre o pedido e o encerramento, num dos maiores processos de reestruturação do país, com créditos de cerca de R$ 43 bilhões. O plano foi aprovado pelos credores em dezembro de 2023 e homologado em fevereiro de 2024. A empresa pediu o encerramento em 25 de março deste ano.
Boa parte do caminho foi pavimentada fora dos tribunais. Logo no início, quando shopping centers moveram 16 ações de despejo contra lojas da rede, o juízo apostou na mediação. Para isso, nomeou três mediadores, entre eles o advogado Antonio Frange Junior, do escritório Frange Advogados. Na avaliação do juiz, os despejos poderiam fragilizar a atividade da varejista, os empregos e os próprios interesses dos credores.
“A Americanas mostrou que a recuperação judicial não é o fim de uma empresa. É o espaço para sentar todos à mesa, renegociar e preservar a operação. Quando credor e devedor trocam o litígio pela negociação, todos ganham tempo e valor”, afirma Antonio Frange Junior, especialista em recuperação judicial e um dos mediadores nomeados no processo.

Com a sentença, a expressão “em recuperação judicial” sai do nome das empresas do grupo nos registros oficiais. A Americanas deixa o processo com mais de 1.400 lojas e foco em categorias de giro rápido e conveniência.
A empresa vê no encerramento um marco que abre uma nova etapa nos negócios. Com o plano cumprido e o processo encerrado, a varejista entra numa fase de crescimento, com os olhos voltados para Black Friday e Natal.
Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias
Não é permitida a cópia integral do conteúdo acima. A reprodução parcial é autorizada apenas na forma de citação e com link para o conteúdo na íntegra. Plágio é crime de acordo com a Lei 9610/98.