Ano de 2018 é de recuperação para o setor leiteiro no Brasil

Ano de 2018 é de recuperação para o setor leiteiro no Brasil

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Foto Divulgação.

O ano de 2017 não foi dos mais animadores para o setor leiteiro no Brasil. A retração do consumo interno foi, sem dúvida, um elemento que contribuiu negativamente para a rentabilidade dos produtores, saiba qual.

De janeiro a junho os lácteos tiveram consumo 4,5% menor do que em 2016. Aliado a isso, houve aumento de oferta. No mesmo período, a produção interna cresceu quase o mesmo valor (4,4%).

Aumento de oferta e menor consumo geraram queda nos preços, ainda que as importações tenham sido bem menores em 2017 do que em 2016.

Mas as notícias para 2018 são otimistas. A expectativa de especialistas do setor é que a situação comece a mudar uma vez que existe uma combinação de fatores potencialmente favoráveis.

O atual cenário da produção leiteira será um dos focos do Interleite Sul 2018, programado para os dias 09 e 10 de maio, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó. Em dois dias, o evento reunirá cerca de 800 pessoas que poderão acompanhar 20 palestras temáticas.

O fundador da AgriPoint, palestrante e organizador do evento Marcelo Pereira de Carvalho considera que, neste ano, haverá menor crescimento da oferta de leite, fruto da perda de rentabilidade de produtores no ano passado.

Além disso, o setor deve presenciar a queda nas importações, pelo menos no primeiro semestre, resultado da elevação dos preços internacionais e dos preços baixos no mercado interno, o que tonam as importações menos competitivas.

Segundo Carvalho, outro ponto a favor é a recuperação da demanda interna. “Os dados demonstram aumento de 2,6% no consumo de lácteos. Com isso, espera-se uma boa recuperação de preços ao longo de 2018, resultando em preços médios entre 3 e 7% mais elevados do que em 2017, mas com um padrão diferente.

“Enquanto em 2017, o primeiro semestre apresentou preços altos para a época do ano, ao passo que o segundo semestre foi o contrário, neste ano os preços estão começando mais baixos, porém devem atingir um patamar mais alto em seu decorrer. Por outro lado, é importante reconhecer que existem muitas variáveis que afetam o mercado e essa avaliação precisa ser feita continuamente”, pontua.

SUPRIMENTOS ENCARECEM

Marcelo Pereira de Carvalho alerta que a má notícia é em relação aos preços da nutrição animal. Em 2017, o custo da ração foi favorável. A saca de 60kg de milho custou, em média, R$ 30,00 no ano (CEPEA – preço Campinas), 32% mais barata do que em 2016, quando a média foi de R$ 44,00 a saca.

“Essa queda acentuada nos preços de milho, resultado de uma produção recorde na safra 2016/17, desestimulou os agricultores para 2018, os quais, segundo a estimativa mais recente da Conab, devem cultivar uma área 6,6% menor na safra 2017/18. Além disso, as dificuldades climáticas ocorridas na safa atual de grãos, impactarão a produtividade”, observa.

Assim, espera-se que a produção brasileira total de milho seja 10% inferior, trazendo um cenário de elevação nos preços.

“Vale ressaltar também que os preços internacionais têm grande impacto nos preços internos, e as expectativas apontam para safras menores nos principais produtores do mundo. Dessa forma, podemos esperar preços mais altos em 2018 do que vimos em 2017”, alerta o especialista.

Por Portal do Agronegócio

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