Apoio climático traz viés de alta nas cotações

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bico da colheitadeira despejando soja no caminhao
Foto: Fazendas Milanesi Buriti

Enquanto padrão climático auxilia boa perspectiva de produção no Brasil, preços em Chicago recuam com cenário de maior produção.

As indicações da soja brasileira encerraram a quinta-feira em alta. Sustentado pelo preço do dólar que foi cotado a R$5,44, obtendo um avanço de 0,86%, os negócios para o grão brasileiro acompanharam o mesmo ritmo. A oleaginosa fechou o dia cotada a R$170,00/sc, variação positiva de 1,20% no Porto de Paranaguá. Além do câmbio, a demanda externa também auxilia na evolução das cotações brasileiras.

Já os preços da soja em Chicago fecharam o dia em queda. O vencimento para março/21 recuou 1,56% em relação a quarta-feira, encerrando o dia cotado a US$ 13,53/bu. O mercado sofreu uma correção após sessões de alta, a movimentação se deu pela melhora no padrão climático na América do Sul e também pela ausência de negociações avulsas da oleaginosa.

Boi gordo

Começa a se desenhar um ambiente de precaução quanto aos futuros de boi gordo. Em meio às incertezas quanto aos embarques de carne bovina ao exterior, os ajustes negativos se acumulam há três dias seguidos. A atenção se volta diretamente ao mês de fevereiro/21, dada a chegada do Ano Novo chinês, período em que as negociações tendem a esfriar durante pelo menos duas semanas. 

O fevereiro/21, teve o dia mais movimentado desde a sua entrada na bolsa, acumulando 2.03 mil negociações no pregão da quinta-feira, fechando o dia com queda de 0,88% na comparação diária e cotado a R$ 291,60/@.

O maio/21, contrato mais negociado do dia, encerrou a R$ 277,75/@, baixa de 1,16% ante a véspera. Vale a pena ressaltar que a oferta não deve dar sinais de melhoras até o início do mês de março, o que deve continuar pressionando positivamente os preços da arroba em todo o país.

Milho

O preço do milho brasileiro encerrou o dia estável, o grão seguiu cotado em R$83,50/sc em São Paulo. Para os demais estados brasileiros, não foram observadas expressivas variações na cotação do cereal. Com o avanço da colheita da soja, a dinâmica de mercado tende a mudar, deixando os contratos de milho em segundo plano. Na B3, o contrato com vencimento para março/21 fechou com alta de 0,61%, cotado a R$ 84,41/sc.

Em Chicago, o cenário é de leve alta após uma sessão volátil. O vencimento para maio/21 obteve uma variação positiva de 0,19%, sendo cotado em US$ 5,36/bu. Impulsionado pela forte demanda chinesa, o mercado veio a subir 3,00% pela manhã, porém o dia encerrou com uma alta limitada devido ao clima favorável na América do Sul e especulações de uma área semeada maior nos Estados Unidos.

Fonte: Agrifatto

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