Área Baiana diminui, mas produtividade deve garantir safra 12,4% maior

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A área plantada deve atingir 308 mil hectares, representando leve queda de 0,3% ante 2021/22, quando foram semeados 309 mil hectares.

A Bahia, segundo maior produtor de algodão do Brasil, deve produzir 587 mil toneladas de pluma na safra 2022/23, o que corresponde a um aumento de 12,4% em comparação com a safra anterior 2021/22, que foi de 523 mil t.

A área plantada deve atingir 308 mil hectares, representando leve queda de 0,3% ante 2021/22, quando foram semeados 309 mil hectares. A produtividade média esperada é de, aproximadamente, 1,9 mil quilos de pluma por hectare que, se confirmada, vai garantir aumento da produção, apesar da menor área cultivada.

Os números foram divulgados no 1º Levantamento de Intenção de Plantio, apresentados, durante reunião virtual da Câmara Setorial do Algodão e Derivados, informa em comunicado a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa).

O presidente da Abapa, Luiz Carlos Bergamaschi, disse na nota que “a produtividade é um índice que depende bastante do produtor, suas tecnologias e técnicas de manejo, mas que é atrelada, principalmente, aos fatores climáticos. Nesta safra, nós sofremos com a má distribuição de chuvas, em períodos estratégicos da implantação e desenvolvimento das lavouras”.

O plantio do algodão da safra 2022/23 na Bahia deve se iniciar pela região sudoeste do Estado, a partir do dia 1º de novembro, seguida pelo oeste, em 21 de novembro, com um calendário diferenciado para algumas microrregiões específicas. As datas se referem aos dias imediatos após o término do período de vazio sanitário, definido pela legislação estadual, para a cultura do algodão, explicou a Abapa.

A grande volatilidade recente do mercado da commodity, cujos preços futuros, para dezembro de 2023, estão atualmente na casa dos 73 centavos de dólar por libra-peso, não deve provocar impacto na intenção de plantio, de acordo com Bergamaschi.

“Os insumos já foram comprados a um custo alto e o produtor vai plantar. Se esses patamares se mantiverem, serão sentidos em 2023/2024”, afirmou.

O presidente da Abapa ressaltou que a qualidade do algodão da Bahia está boa, resultado do clima, do bom controle de pragas, tecnologias aplicadas e manejo. O Laboratório de Análise de Fibras da Abapa, instalado na cidade de Luís Eduardo Magalhães, já classificou 78% da safra atual, e o beneficiamento da pluma prossegue no mês de outubro.

Fonte: Broadcast Agro

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