Argentina abala mundo dos grãos e preços disparam!

Argentina abala mundo dos grãos e preços disparam!

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Foto Divulgação.

Suspensão das exportações argentinas causa reação em cadeia e faz preços do milho e soja dispararem em Chicago. Confira as informações abaixo!

Pelo segundo dia consecutivo de 2021 o preço do milho registrou valorização no mercado físico paulista, atingindo como referência os R$ 83,00/sc, rompendo assim a máxima que fora registrada no fim de outubro/20. Na B3, o contrato com vencimento para março/21 subiu 1,32%, sendo negociado a R$ 86,07/sc, também batendo o valor máximo.

A movimentação do mercado físico e futuro na terça-feira se justifica por conta da medida do governo argentino em suspender as exportações até o fim de fevereiro/21.

Além da pressão vista no mercado brasileiro, nos EUA o cereal também foi afetado pela decisão argentina. O contrato de milho para vencimento em março/21 na CBOT apresentou alta de 1,65%, chegando ao valor de US$ 4,92/bu. Fatores como o clima seco em grande parte da Argentina e a valorização do petróleo WTI também deram sustentação ao cereal norte-americano.

Soja

A notícia da suspensão nos embarques argentinos pesou sobre o mercado da soja brasileiro também, o preço físico referência para a oleaginosa brasileira bateu os R$ 156,00/sc. A leve alta de 0,33% no dólar em conjunto com a valorização da soja em Chicago e dos prêmios pagos nos portos brasileiros, deram sustentação para mais um dia de firmeza da soja no Brasil.

Nos EUA a pressão sobre os preços da oleaginosa aconteceu de maneira ainda mais intensa, visto que o valor do contrato com vencimento para março/21 na CBOT registrou alta de 2,59%, fechando o dia cotado a US$ 13,47/bu.

A decisão do governo argentino em suspender as exportações causou revolta entre produtores que cogitam suspendem a comercialização de grãos, com isso, a cotação internacional da soja disparou.

Boi Gordo

A primeira semana de dias úteis do ano começa a dar o tom de estabilidade no mercado atacadista de carne bovina. Após dias de boa movimentação, com alta procura por parte da ponta compradora, a calmaria começa a tomar conta do ambiente, porém ainda não indica grandes alterações na conjuntura. A carcaça casada bovina segue balizada em R$ 18,00/kg na região paulista.

Na B3, o cenário é de firmeza. A terça-feira encerrou com alta de 0,33% no contrato futuro de janeiro/21, com as negociações encerrando o dia em R$ 277,75/@, retornando aos patamares vistos em meados de novembro/20. Já o fevereiro/21 fechou com alta ainda mais acentuada, de 0,74%, cotado a R$ 278,80/@.

Fonte: Agrifatto

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