Argentina confirma colheita recorde de grãos

Argentina confirma colheita recorde de grãos

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Foto: Eng. Agrônoma Lidiane Ortiz

Tanto o milho quanto o trigo terão produções recorde, de 57 milhões de toneladas e de 19,5 milhões de toneladas, respectivamente. Veja!!

A Argentina deve terminar 2018/19 com uma safra recorde de grãos de 147 milhões de toneladas, informou a Secretaria da Agroindústria do país, que revisou números de plantio e de produção em relação ao relatório de junho.

“Tanto o milho quanto o trigo terão produções recorde, de 57 milhões de toneladas e de 19,5 milhões de toneladas, respectivamente”, disse o secretário Luis Miguel Etchevehere, em nota oficial. Esse resultado, afirmou, reflete o fato de que a remuneração dos cereais estar no mesmo patamar da soja, “fundamental para a sustentabilidade do sistema produtivo e o cuidado com nossos solos”, disse.

A colheita de trigo em 2017/18 somou 17 milhões de toneladas, e a de milho, 43,5 milhões de toneladas. O relatório divulgado na semana passada manteve a estimativa de área de plantio em 6,5 milhões para o trigo e em 9 milhões de hectares para o milho.

No caso da soja, a secretaria reduziu a estimativa de área plantada e de produção em relação ao levantamento anterior. A área foi calculada em 17 milhões de hectares, redução de 100 mil hectares. A produção foi estimada em 55,3 milhões de toneladas, cerca de 300 mil toneladas a menos que em junho. Na safra passada, a produção de soja argentina foi de 37,8 milhões de toneladas em razão da pior seca em mais de 50 anos no país sul-americano.

“Não é apenas uma conquista quantitativa ou isolada, mas também qualitativa, fruto da rotação de culturas que nos permite pensar em um processo de longo prazo que nos levará a continuar quebrando marcas históricas”, disse Etchevehere.

A grande colheita de soja na Argentina, aliada à produção brasileira projetada em 114,8 milhões de toneladas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) – retração de apenas 3,7% em relação ao recorde de 119,3 milhões de toneladas da safra anterior -, deve trazer pressão adicional aos preços na bolsa de Chicago. Apesar da perspectiva de quebra da safra americana, os estoques de soja são fartos nos EUA, e a previsão do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) é de oferta de soja 75% maior que a demanda global em 2018/19 e 72% maior em 2019/20.

Fonte: Valor Econômico.

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