Arroba abre a semana firme a R$ 305 e viés de alta;...

Arroba abre a semana firme a R$ 305 e viés de alta; Veja!

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Confinamento e Boitel VFL BRASIL. Foto: Marcella Pereira

Necessidade da indústria em preencher escalas de abate e o “apagão” da boiada gorda na praça vão ditando os rumos do mercado e preço da arroba!

O mercado físico de boi gordo iniciou a semana com preços pouco alterados, mas firmes e com viés de alta. Segundo o análise o cenário de negócios segue pautado por uma oferta restrita, grande ponto de sustentação para os preços neste início de ano. Alguns fatores podem favorecer novas altas!

Segundo a IHS Markit, “A oferta de animais para abater, de um modo geral, está bem ajustada a um consumo que não é firme o suficiente para induzir a indústria a atuar de forma mais agressiva nas compras de gado gordo”, destaca a consultoria. Entretanto, a alta do dólar e o retorno da China as compras pode aquecer esse mercado no curto prazo!

Em São Paulo, apesar da morosidade dos negócios neste primeiro dia da semana, o valor do boi gordo continua ao redor de R$ 300/@, preço bruto e à vista, segundo apurou a Scot Consultoria. Os negócios para vaca e novilha gordas estão ocorrendo em R$ 280/@ e R$ 290/@, respectivamente, nas mesmas condições de pagamento.

Em São Paulo, o valor médio para o animal terminado chegou a R$ 301,86/@, na segunda-feira (22/02), conforme dados informados no aplicativo da Agrobrazil. Já a praça de Goiás teve média de R$ 289,91/@, seguido por Mato Grosso Sul com valor de R$ 280,23/@.

O indicador do boi gordo do Cepea teve um leve recuo de 0,60% e passou de R$ 303,05 para R$ 302,45por arroba. Dessa forma, em 2021, a valorização acumulada da arroba chegou a 13,44%. No atacado, os preços ficaram estáveis.

Ainda segundo a IHS, a própria atuação dos frigoríficos, que evitaram de todas as formas possíveis acumular estoques nas câmaras frias, não possibilitou uma evolução mais regular das escalas de abate. “Tal condição faz com que um pequeno aumento da demanda seja capaz de provocar suporte aos preços do mercado físico”, observa.

Na B3, o stress do dólar abriu espaço para que o vencimento para março/21 atingisse R$ 299,90/@, valorizando 0,76%.

Exportações e retorno da China

O fim do feriado do ano novo chinês trouxe de volta os compradores ao mercado de carne bovina brasileira, e com isso, os embarques de proteína bovina voltaram a apresentar melhora nos volumes embarcados. Foram 26,33 mil toneladas enviadas para fora do país na última semana, em comparação a semana retrasada observa-se um aumento de 22,83%.

Com este incremento, a média diária do mês cresceu 21,94%, atingindo 5,49 mil toneladas/dia. Cabe a ressalva de que apesar desta recuperação, a expectativa ainda é que o volume exportado em fevereiro/21 seja menor que em fevereiro/20.

Mercado interno patinando e complicando as margens

“O contraponto continua no desempenho das vendas de carne bovina no mercado doméstico, com seguidas quedas dos preços no atacado. A margem da indústria se torna mais e mais pressionada nesse tipo de ambiente, aumentando as estratégias de contenção, a exemplo da redução da capacidade de abate. Algumas unidades já estão em férias coletivas”, assinala Iglesias.

Giro do boi gordo no Brasil

  • Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ R$ 303 – R$ 304 a arroba, ante R$ 304 – R$ 305 a arroba na sexta-feira.
  • Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 290, inalterado.
  • Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 290, estável.
  • Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 295, ante R$ 296.
  • Em Uberaba, Minas Gerais, os preços ficaram em R$ 303 a arroba, estável.

Atacado

No mercado atacadista, os preços da carne bovina caíram. Conforme Iglesias, o cenário se torna mais preocupante na medida em que a reposição entre atacado e varejo é bastante lenta neste período do mês. “O consumidor médio ainda opta pela carne de frango neste momento de descapitalização, dinâmica que deve se manter no decorrer de todo o ano de 2021”, pontua o analista.

Com isso, o corte traseiro caiu de R$ 19,90 o quilo para R$ 19,50 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 15,50 o quilo, com queda de dez centavos, assim como a ponta de agulha, com mesmo preço e mesma variação negativa.

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