Conforme anunciado pelo Portal, a disparada nos preços da arroba se confirmaram na abertura da semana, com as cotações do boi gordo reagindo nos mercados físico e futuro; na B3, contrato para o pico da entressafra (outubro/23) subiu R$ 21/@ em 30 dias.
O mercado físico do boi gordo abriu a primeira semana de julho registrando preços de estáveis a mais altos nesta segunda-feira, 03. Segundo as principais consultorias que acompanham o mercado diariamente, a queda na oferta de animais para abate e a incerteza no volume de animais confinados para o último trimestre, da sustentação ao movimento de recuperação nas cotações da arroba, tanto no mercado físico quanto futuro. Confira abaixo!
De acordo com a Safras & Mercado, a semana começou com algumas negociações acima da média de referência, especialmente na região Centro-Norte do Brasil, onde a escassez de animais para abate é maior. Neste momento de transição de mês, a disponibilidade de animais ofertados é mais restrita, o que é esperado para o início do terceiro trimestre.
A tendência é que a presença de animais confinados seja mais significativa a partir de agosto, o que pode levar a ajustes nos preços durante o mês de julho. No entanto, a demanda interna – principal consumidor da carne produzida – ainda não indica uma alta agressiva ao longo da cadeia produtiva, afirmou o analista Fernando Henrique Iglesias.
Segundo a Scot Consultoria, as cotações no mercado paulista estão praticamente estáveis nesta segunda-feira. Negócios pontuais foram realizados acima da referência para “boi China”. Cabe ressaltar que a abertura da semana é sempre um dia de avaliação do mercado e montagem das estratégias de compras por parte dos frigoríficos. Com isso, no interior de São Paulo, o macho terminado continua negociado a R$ 247/@, enquanto a vaca e a novilhas gordas são vendidas por R$ 212/@ e R$ 232/@ (preços brutos e a prazo), respectivamente, segundo a Scot.
Já o INDICADOR DO BOI GORDO CEPEA/B3, abriu a semana recuperando os preços e, com isso, acumula uma variação de 1,91% no comparativo mensal. Diante dessa alta, as cotações estão em R$ 259,05/@ na média, frente as cotações de sexta-feira, 30, que fechou em R$ 254,20/@. Ainda segundo a instituição, os preços em dólar, também tiveram alta, fechando o dia no valor de US$ 53,92/@.
O “boi China” – animal jovem abatido com até 30 meses de idade – está sendo negociado em R$255,00/@, preço bruto e a prazo. Alguns negócios estão sendo fechados em R$260,00/@, mas segundo os pecuaristas ouvidos pela nossa equipe, o alvo é subir essa régua para R$ 265,00/@.

“Após a primeira etapa do ano registrar volumes significativos de oferta de boiada gorda – potencializada pelo forte movimento de descarte de fêmeas –, o segundo semestre mostra uma reversão de tendência”, destacam os analistas da S&P Global Commodity Insights. No entanto, diz a consultoria, apesar da atual redução de oferta de animais terminados e dos volumes de exportação em ritmo elevado, é preciso ficar atento ao comportamento do consumo interno de carne bovina.
A segunda metade do ano começa com expectativas mais positivas quanto aos preços do boi gordo nos mercados físicos e futuro (contratos na B3). No mercado futuro, o contrato futuro com vencimento para jul/23 abriu o mês em R$ 263,75/@, valorização de 0,19% no comparativo diário.
Segundo a Agrifatto, no mercado externo, um novo recorde de exportações para o mês de junho foi atingido. Foram enviadas para fora do país 192,74 mil toneladas de carne bovina in natura ao longo do mês. Com uma média diária de 9,12 mil t/dia, jun/23 apresentou crescimento de 26,44% na média diária exportada, comparado a jun/22. Para o mês seguinte, é esperado que os envios continuem firmes.
Avaliação do Cepea
Os preços da arroba do boi gordo vêm esboçando certa reação neste final de junho. Apesar disso, o primeiro semestre se encerra com os valores em forte queda. E essas desvalorizações mantiveram muitos pecuaristas em alerta ao longo desse período, que foi marcado por oferta maior de animais para abate e pela suspensão – de um mês – nos envios de carne bovina ao principal destino da proteína nacional, a China.
Agentes consultados pelo Cepea afirmam estar confiantes de que a procura interna pela carne se aqueça no segundo semestre, fundamentados pelos atuais preços mais competitivos da carne.
Giro da arroba pelo Brasil
- Em São Paulo, capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 253.
- Em Dourados (MS), a arroba foi cotada a R$ 251.
- Em Cuiabá (MT), a arroba ficou em R$ 213
- Em Goiânia, Goiás, a indicação foi de R$ 230 para a arroba do boi gordo.
- Em Uberaba (MG), a arroba foi comercializada a R$ 250.
Boi no atacado
No mercado atacadista, os preços registraram aumento no dia. A tendência é que esse movimento de alta continue a curto prazo, considerando a entrada dos salários na economia, o que estimula a reposição ao longo da cadeia produtiva, acrescentou Iglesias.
- O quarto dianteiro teve seu preço fixado em R$ 14,15 por quilo, representando um aumento de R$ 0,15.
- A ponta de agulha foi comercializada a R$ 14 por quilo, apresentando um acréscimo de R$ 0,35.
- O quarto traseiro permaneceu estável, com preço de R$ 18,15 por quilo.
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