Arroba do boi a R$ 200 deve voltar no curto prazo

Arroba do boi a R$ 200 deve voltar no curto prazo

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Confinamento e Boitel VFL BRASIL. Foto: Marcella Pereira

Arroba do boi deve voltar para os R$200,00 no curto prazo e sem comprometer competitividade da carne brasileira nas exportações. Confira!

O mercado físico do boi gordo segue em perspectiva de queda. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos voltaram a testar o mercado no decorrer do dia, avaliando o escoamento mais lento da carne nesta virada de ano.

“Por sua vez, há pouca resistência por parte dos pecuaristas, que seguem negociando mesmo em níveis mais baixos. Os frigoríficos de maior porte conseguiram uma frente satisfatória em suas escalas de abate, e devem continuar pressionando o mercado no curto e no médio prazo”, explicou.

Apesar da ligeira queda dos últimos dias, com a pressão dos frigoríficos, a arroba deve subir no curto prazo, tendo em vista a necessidade dos frigoríficos em compor os estoques.

Em São Paulo, capital, preços a R$ 194 a arroba para pagamento à vista, ante R$ 196 na terça-feira. Em Minas Gerais, preços de R$ 189, em Uberaba, contra R$ 190. Em Mato Grosso do Sul, preços caíram de R$ 186 para R$ 185 a arroba, em Dourados.

Em Goiás, o preço indicado seguiu em R$ 185 a arroba em Goiânia. Já em Mato Grosso, o preço ficou em R$ 177 a arroba em Cuiabá, inalterado.

Segundo a Scot Consultoria

Em São Paulo, mesmo com indústrias com escalas curtas, de dois a três dias, as ofertas de compra no mercado do boi têm sido abaixo da referência.

A demanda fraca (típica desta época do ano) e os estoques relativamente abastecidos permitem que os frigoríficos trabalhem com programações reduzidas.

Esse cenário tem sido observado também na maioria das regiões pecuárias, principalmente no Centro-Oeste.

Arroba vai subir no curto prazo

A expectativa do mercado do boi gordo é que as referências devem voltar ao patamar dos R$ 200,00/@ no curto prazo, tendo em vista que os preços praticados no atacado e as exportações devem colaborar para esse cenário. No entanto, esse patamar de preço não deve comprometer a competitividade da carne brasileira nas exportações.

Segundo o Diretor da CV Nelore Mocho, Ricardo Viacava, o mercado interno está sustentado já que os cortes de carne no atacado estão 30% acima do que foi observado no ano passado. “Os valores praticados no atacado sustentam os referências para o boi gordo acima dos R$ 200,00/@”, comenta.

Com relação à oferta de animais, Viacava ressalta que a pecuária está em um ciclo de baixa produção e ainda vai demorar até se estabilizar. “A oferta está restrita e não vai ser algo para resolver de uma hora pra outra. Por outro lado, temos uma demanda crescente com a possibilidade de o Brasil melhorar a economia e aumentar o consumo de carne”, relata.

Atacado 

No mercado atacadista, a tendência de curto prazo é para a acomodação dos preços, avaliando a mudança do perfil de consumo no decorrer do primeiro bimestre, com o brasileiro médio descapitalizado, às voltas com despesas tradicionais a esse período do ano.

Corte traseiro ainda é cotado a R$ 15,15. Corte dianteiro ainda é precificado a R$ 10,75, por quilo. Ponta de agulha permanece cotada a R$ 10,20, por quilo. 

Compre Rural com informações do Notícias Agrícolas, Agência Safras e Scot Consultoria

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