Arroba firme a R$ 345,00 deixa o mercado travado

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Foto Divulgação

O pecuarista aproveita a boa capacidade de retenção da boiada e, do outro lado, a maior parte das indústrias frigoríficas ficou ausente das operações de compra.

O mercado físico do boi gordo registrou preços firmes no início da semana, com a segunda-feira deixando o mercado travado e sem fluidez nas negociações. Como de costume, muitos frigoríficos se mantiveram ausentes da compra de gado, apenas avaliando as melhores estratégias para aquisição de boiadas no restante da semana.

Já do lado de dentro da porteira, o pecuarista ainda se depara com boa capacidade de retenção, consequência das condições favoráveis das pastagens. Com isso, o mercado físico do boi gordo vai caminhando ainda lateralizado para o final do mês de jan/22. A oferta escassa e a demanda interna fraca fazem com que a baixa liquidez de negócios tome conta do mercado.

O ágio para bovinos com destino à exportação está entre R$10,00/@ a R$15,00/@. Ainda segundo o app da Agrobrazil, as negociações na praça paulista, para animais jovens, foram informadas no valor de R$ 345,00/@ com abate ainda no mês de janeiro.

Sendo assim, em São Paulo, o valor médio para o animal terminado apresentou uma média geral a R$ 338,07/@, na segunda-feira (25/01), conforme dados informados no aplicativo da Agrobrazil. Já a praça de Goiás teve média de R$ 334,06/@, seguido por Mato Grosso Sul com valor de R$ 312,89@. E em Mato Grosso, a média fechou cotada a R$ 331,91/@.

O preço do Indicador do Boi Gordo/CEPEA, apontou uma retração nos preços, movimento que é comum para a segunda-feira, dia de menor volume de negociações. Sendo assim, os preços da arroba do boi gordo na média paulista saltaram de R$ 344,20/@ para o valor de R$ 338,20/@, com isso o boi gordo acumula uma alta positiva neste mês de 0,51%. A alta acumulada do mês é de R$ 20,00/@ na comparação dos últimos 30 dias. Confira o gráfico abaixo!

Poucos negócios na segunda-feira. Com escalas de abate programadas para a semana e escoamento lento da carne no mercado doméstico, o preço nas praças pecuárias paulistas as cotações do boi, vaca e novilha gordos ficaram estáveis na comparação feita dia a dia. Na região de Belo Horizonte, com demanda compassada e ofertas razoáveis, a cotação do boi, vaca e novilha gordos caiu R$3,00/@ no comparativo diário.

O movimento de pressão de baixa que teve início no Centro-Oeste na semana passada arrefeceu, com os frigoríficos menos capazes de exercer pressão sobre o mercado, mesmo com os preços da carne bovina pressionados no atacado, assinalou Iglesias.

Já no quadro da oferta de animais terminados permanece tímida, com evidentes dificuldades logísticas no Centro-Norte do país, consequência do elevado volume de chuvas na região. O pecuarista ainda se depara com boa capacidade de retenção, consequência das condições favoráveis das pastagens, conforme supracitado.

Segundo levantamento da IHS Markit, com as unidades de abate adquirindo volumes de animais de forma pontual e condizentes com o rearranjando das operações diárias, as escalas dos frigoríficos brasileiros adentram o mês de fevereiro e possuem média de 5 a 8 dias.

Na avaliação da IHS, de uma maneira geral, não há grande espaço para recuos nos preços da arroba bovina no País, uma vez que a oferta de gado terminado ainda é muito restrita.

Exportações

As exportações de carne bovina in natura reduziram levemente o ritmo na última semana. Durante a terceira semana de jan/22 35,45 mil toneladas foram embarcadas, um recuo de 2,96% no comparativo semanal. Os 15 primeiros dias úteis de jan/22 já totalizam 107,46 mil toneladas exportadas, já superando a marca atingida no mesmo mês do ano passado e restando menos de 10 mil toneladas para superar o recorde histórico do mês de janeiro.

@estanciabahialeiloes

O caos dentro da porteira

Antes do final do ano, o pecuarista estava até otimista com uma tendência de custos em baixa, mas, ao que tudo indica o cenário se inverteu, e este ano de 2022 ainda promete custos elevados na produção de carne bovina.

O milho, por exemplo, ingrediente essencial para terminação de animais em confinamento, vem seguindo em ritmo de escalada de valorização desde novembro do ano passado. Naquele mês o grão chegou a R$ 82,34 (18/11/2021) por saca de 60 quilos, segundo o Cepea. Na quarta-feira, 19/1, a saca estava em R$ 97,70, uma alta de 18,7% em 62 dias.

Giro do Boi Gordo pelo Brasil

  • Com isso, em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 341.
  • Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 319.
  • Em Cuiabá, o valor ficou em R$ 316, estável.
  • Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 335 por arroba.
  • Em Goiânia, Goiás, a indicação foi de R$ 322 para a arroba do boi gordo.

Atacado

O mercado atacadista abre a semana apresentando preços estáveis. Porém, o viés de curto prazo ainda aponta para queda dos preços, considerando a busca do consumidor brasileiro por proteínas mais acessíveis.

O panorama histórico da última semana do mês é usualmente de demanda lenta, instável e irregular, haja visto que consumidores optam por proteínas substitutas (suína e aves), que também seguem registrando baixas nas cotações.

As ofertas de carne com osso seguem superiores ao volume atual da demanda, e deverá se manter neste patamar até o final do mês, prevê a IHS, acrescentando que preços dos cortes bovinos devem continuar estáveis durante a semana. Quarto traseiro permanece precificado a R$ 24,30 por quilo. Quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 15,90 por quilo. Ponta de agulha se sustenta no patamar de R$ 15, por quilo.

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