Arroba forte a R$ 320 e frigorífico “brigando” por boi

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Foto: Governo de Mato Grosso

O cenário é de que a oferta restrita de animais dá sustentação para a continuidade no movimento de alta nos valores e preços vão disparando!

O mercado físico de boi gordo segue com preços firmes, confirmando a precificação de R$ 320,00/@ nesta segunda-feira, 01, nas principais praças pecuárias pelo país. O ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento de alta, considerando a lacuna na oferta que volta a vigorar em grande parte dos estados relevantes em termos de comercialização.

A oferta enxuta de boiadas, reflexo da entressafra, somado à semana mais curta com o feriado nacional de Corpus Christi na quinta-feira (3/6), levou as indústrias frigoríficas a ofertarem R$2,00/@ a mais para o boi e vaca gordos em relação ao dia anterior.

Segundo o relatório diário divulgado pela Scot Consultoria, após a alta na abertura do mês, o boi e vaca gordos são negociados, respectivamente, em R$312,00/@ e R$289,00/@, preços brutos e a prazo. O preço da novilha está estável, cotada em R$301,00/@, nas mesmas condições.

O ágio do boi gordo destinado ao mercado externo pode chegar a R$10,00/@, a depender da praça e qualidade do lote. O mercado tem apontado para a dificuldade na exportação de carne bovina por conta da menor disponibilidade de contêiner no atual momento.

Em São Paulo, o valor médio para o animal terminado chegou a R$ 316,68@, na terça-feira (01/06), conforme dados informados no aplicativo da Agrobrazil. Já a praça de Goiás teve média de R$ 289,71/@, seguido por Mato Grosso Sul com valor de R$ 304,07/@.

Os preços nas praças paulistas seguem acima de R$ 305,00/@ com a máxima batendo em R$ 320,00/@, apontou o app para o mercado físico. Já o Indicador do Cepea, como de praxe, abriu a semana com 3,13% de desvalorização e apregoado a R$ 313,00/@.

A oferta enxuta de boiadas gordas neste período de entressafra e o encurtamento da semana por causa do feriado nacional de Corpus Christi na próxima quinta-feira, 3, levaram algumas indústrias frigoríficas de São Paulo a pagar valores mais altos pela arroba.

Pecuarista não aceita oferta menor

Ainda da porteira para dentro, considerando a grande das praças pecuárias do País, os produtores não aceitam valores menores que R$ 300/@ em função dos maiores custos de confinamento, além do alta explosiva nos preços dos animais de reposição.

No entendimento da IHS Markit, o retorno do consumo doméstico de carne bovina é uma questão de tempo. O mercado futuro do boi gordo já mostra certo otimismo em relação à demanda interna a partir do segundo semestre, o que se reflete nos contratos da B3.

Mercado Futuro e Exprotações

No mercado futuro, o dia também foi de estabilidade. O contrato corrente, junho/21, encerrou a terça-feira cotado a R$ 323,60/@, acumulando alta diária de 0,15%. Já o outubro/21, fechou a R$ 339,55/@, registrando queda de 0,19% ante a véspera.

O mês de maio/21 se encerrou com pouco mais de 126,76 mil toneladas de proteína bovina embarcadas para fora do país segundo os dados preliminares divulgados pelo MDIC. Ainda que seja 1,0% maior do que abril/21, a queda no comparativo anual é de 18,20%.

Giro do Boi Gordo pelo Brasil

  • Com isso, em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 317, na modalidade à prazo.
  • Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 300 a arroba.
  • Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 302.
  • Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 304.
  • Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 305 a arroba.

Atacado

Já no mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por alguma alta dos preços durante a primeira quinzena do mês, considerando a entrada dos salários como motivador da reposição entre atacado e varejo. “Entretanto, é relevante destacar que a predileção do consumidor médio tende a permanecer nos cortes mais acessíveis, a exemplo do quarto dianteiro e da carne de frango propriamente dita”, diz Iglesias.

Com isso, o corte traseiro teve preço de R$ 20,35 o quilo, estável. O corte dianteiro teve preço de R$ 16,90 o quilo, assim como a ponta de agulha.

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