BATATA: Safra de inverno ganha ritmo após fraco desempenho das secas

BATATA: Safra de inverno ganha ritmo após fraco desempenho das secas

Batata
Foto: Divulgação

É esperado que 35% da área total cultivada na região seja ofertada neste mês. A expectativa é de redução nas dificuldades com a produção observadas em julho

Vargem Grande do Sul intensifica temporada de inverno

A colheita de batata da safra de inverno em Vargem Grande do Sul (SP) deve ser intensificada em agosto, com pico em setembro. É esperado que 35% da área total cultivada na região seja ofertada neste mês. A expectativa é de redução nas dificuldades com a produção observadas em julho.

Desta maneira, a produtividade tende a ser maior, aumentando a oferta no mercado e pressionando ainda mais as cotações, que já ficaram aquém do esperado em julho. O valor médio da batata ágata especial no mês passado ficou em R$ 32,12/sc de 50 kg (ponderado pela classificação), valor que está abaixo das estimativas de custos de produção.

Além da remuneração insatisfatória, as menores produtividade e qualidade prejudicaram ainda mais a rentabilidade na região de Vargem Grande do Sul.

O plantio, que foi antecipado, ocorreu quando as temperaturas ainda estavam elevadas, prejudicando o desenvolvimento vegetativo das plantas. Este cenário somado aos dias nublados durante o enchimento dos tubérculos resultou em maior percentual de batatas de calibre pequeno. Houve, ainda, incidência
de requeima em algumas lavouras.

Juntos, todos esses fatores podem causar provável queda de 10% na produtividade geral da safra.

Safra das secas termina com rentabilidade negativa

A safra das secas 2017 está praticamente encerrada, restando 20% da produção total de batata para ser colhida na região do Sudoeste Paulista em agosto. Ao longo da temporada (maio a julho), a batata foi negociada na média de R$ 43,53/sc de 50 kg, valor 10% menor que os custos de produção, estimados em R$ 48,68/sc. Os preços baixos são resultado da elevada oferta unida à demanda fraca pelo tubérculo.

Em junho, regiões como Água Doce (SC) e Sul de Minas relataram problemas com canela preta, devido ao clima quente e úmido. Apesar disso, o clima foi favorável de modo geral, contribuindo
com bons resultados na produtividade na temporada das secas: a média de maio a julho foi de 34 t/ha, 65% maior que a do ano passado.

Batata processada ganha cada vez mais espaço

A área cultivada com batata destinada à indústria pode aumentar 11,8% em 2017 frente a 2016, alcançando a casa dos 20 mil hectares essa área leva em consideração apenas a produção fechada em contrato. Esse aumento se deve à ampliação da capacidade de processamento da batata pré-frita congelada, em função de uma nova planta processadora em Perdizes (MG) desde
o fim do ano passado, que tem a capacidade de produção de 150 mil toneladas de pré-frita ao ano.

A expectativa é de que a área de cultivo de batata industrial continue em expansão em 2018. O crescimento se deve à tendência no aumento no consumo de batata pré-frita no Brasil. As taxas de importação do produto, proveniente da União Europeia, permitiram maior competitividade à indústria brasileira, pois as batatas importadas do bloco europeu chegam a preços bastante baixos no País.

O fato de o Brasil não ter registro de nenhum produto anti-brotante impede o armazenamento dos tubérculos produzidos no inverno – que têm custos de produção menores – e limita a competitividade da indústria nacional.

Entretanto, para serem processados durante o verão, os custos de produção aumentam consideravelmente, devido ao calor e às
chuvas, cenário que é menos favorável à produção.

Fonte: Hortifruti Brasil 

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21 anos, Jales/SP.
Estudante de Jornalismo, fotógrafa e estagiaria em Assessoria de Imprensa.
Contato: jornalismo@comprerural.com