Bezerro valorizado acima de R$ 18/kg e prejuízo iminente

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Foto: Faz. Elge

Os preços da reposição seguem rumos diferentes para as categorias, pecuarista precisou de 9,94 arrobas para comprar um animal de reposição.

Relação de troca entre boi e reposição foi mais desfavorável ao terminador em abril, apontou o Cepea. O mercado segue rumos diferentes para as categorias da reposição. O destaque continua para o patamar de preços do bezerro, o prejuízo para o pecuarista da terminação é iminente, neste atual cenário!

O pecuarista da recria/terminação segue atento ao mercado neste atual momento, onde o preço do boi gordo segue pressionado por conta da oferta e o mercado futuro aponta para incertezas e grandes flutuações nos patamares de preços na B3. Enquanto bezerro segue com preços elevados, o mercado vê aumento na oferta do boi magro!

O preço do indicador Esalq do bezerro (praças do MS) foi cotado em R$ 3.123,90/cab (pagamento a prazo) na última sexta-feira (14/5), com valorização de 0,88% na comparação diária e uma desvalorização de 1,5% em relação ao valor registrado há um mês.

Já na comparação dos últimos 60 dias úteis de negociações no mercado, os preços seguem com uma elevação de R$ 321,65/cab. Os valores na praça sul mato-grossense passaram de R$ 2802,25 para o patamar acima citado.

Segundo o app da Agrobrazil, os preços seguem em valorização nas principais praças pecuárias do país. O mercado ganhou destaque na praça do Mato Grosso, influenciado pela sustentação nos preços da arroba do boi gordo frente as outras regiões.

O valor médio no mês de abril para a região, segundo o app, atingiu o valor de R$ 18,51/kg para os bezerros machos, uma alta de 30% frente ao mês anterior. Já na categoria das fêmeas, os preços seguiram estáveis e fecharam a média em R$ 15,32/kg.

Demais categorias

Durante a segunda semana de maio, o mercado brasileiro de reposição registrou um baixo volume de negócios, prevalecendo a tendência de baixa nos preços do bezerro e demais categorias de animais jovens, informaram as consultorias que acompanham diariamente o mercado pecuário.

“O fluxo de negócios no mercado de reposição mostrou grande morosidade ao longo desta semana”, destaca a IHS. Grande parte dos negócios fechados em leilões espalhados pelo país envolveu a venda de fêmeas que não serão mais utilizadas para reprodução, acrescenta a consultoria.

“Devido à pressão de baixa no mercado do boi gordo, a reposição continua com dificuldade para ganhar ritmo”, observa a Scot Consultoria.

Segundo a IHS Markit, as quedas recentes nos preços da arroba da boiada gorda, além das condições ruins dos pastos em função do clima frio e seco, contribuíram para uma melhora aparente na oferta de lotes de gado magro.

No entanto, a demanda pelas categorias de reposição segue reprimida no País, devido aos altos custos da nutrição, sobretudo do milho. Neste contexto de elevação da oferta e redução da demanda, a IHS verificou reduções recentes dos patamares de preços da reposição nos Estados de SP, MS, MT, MG, TO, GO, RS e PR.

Segundo a IHS, os produtores preferem comprar novilhas e vacas prenhes, assim como garrotes mais erados. “Enquanto as vacas são liquidadas nos frigoríficos, evitando maiores custos, as novilhas são utilizadas para cria e recria, visando um giro de caixa mais rápido”, argumenta a consultoria.

Por sua vez, os garrotes são, em sua imensa maioria, enviados para boiteis, onde poderão engordar no confinamento, visando repasse de custo por intermédio de parcerias, informa a IHS.

Segundo levantamento da Scot, na média de todas as regiões e categorias de reposição monitoradas pela consultoria, entre machos e fêmeas anelorados, a queda foi de 1,3% na última semana, frente à semana anterior.

As baixas foram puxadas pelos machos – houve recuo de 1,5%, considerando a média de todas as categorias e estados pesquisados. Já para as fêmeas, a desvalorização foi de 1,1%, segundo os dados da Scot. Na última semana, os machos mais erados apresentaram a queda mais expressiva, com destaque para as regiões do Paraná e Tocantins, informa a Scot.

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