Boi China ganha espaço e vale até R$ 10,50/@ a mais

Boi China ganha espaço e vale até R$ 10,50/@ a mais

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Foto Divulgação

Mato Grosso premia Boi-China com até R$ 10,50 a mais por arroba; Demanda da indústria frigorífica exportadora faz preço do boi subir de patamar.

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), que faz parte do sistema Famato, lançou um novo  indicador de prêmios, o Boi-China a prazo, para acompanhar as cotações desse tipo de animal demandado pela indústria exportadora. O Imea identificou, na terceira semana de maio, que os maiores valores pagos aconteceram na região sudeste do Estado. 

O preço médio foi de R$ 10,50 a mais pela arroba de boi gordo. O Boi-China é um animal de até 4 dentes (30 meses), que cumpre os requisitos de embarque.

Os participantes do aplicativo da Agrobrazil tem movimentando um maior número de informações. O pasto secando é uma grande preocupação para o pecuarista.

No mercado interno, os preços negociados para a arroba ficaram sustentados na maior parte das regiões. O valor negociado para o boi comum em Água Clara/MS foi de R$ 180,00/@, à prazo com trinta dias para pagar e com data para o abate em 03 de junho.

No município de Olímpia/SP, a arroba do boi comum foi negociada a R$ 190,00/@, à vista e com data do abate programada para 05 de junho. Em São José do Rio Preto/SP, o animal com padrão exportação foi comercializado a R$ 200,00/@, à vista e com data do abate em 25 de maio.

Já a média para o estado de São Paulo, ficou cotada em R$ 198,19/@, com uma variação de preços entre R$ 187 e R$ 205/@. Já a média CEPEA, na contra mão do mercado, teve uma alta e ficou em R$ 206,65/@.

Quer ficar por dentro do mercado do boi e acompanhar as cotações em tempo real? Baixe o app da Agrobrazil.

De acordo com as informações da Consultoria Agrifatto, a última semana foi marcada por incertezas no mercado diante do anúncio do feriado estadual de nove de julho para esta segunda-feira (25). “A notícia deixou o mercado de cabeça pra baixo, sem entender como vai continuar o consumo, que já anda descompassado em meio à pandemia e a população menos capitalizada”, destacou a consultoria.

Ainda segundo a consultoria, os pequenos e médios frigoríficos que atendem as demandas do mercado interno se retiraram das compras. “O cenário é de escalas alongadas em grande parte das regiões do país, com destaque para São Paulo e Mato Grosso, que encerraram a semana com 9 dias úteis”, relata.

A Radar Investimento apontou que o ritmo no mercado físico em São Paulo desacelerou e as vendas de carne ficaram sustentadas pelo o abate enxuto. Além disso, os diferenciais de base das principais praças pecuárias alongaram em relação a SP, o que sugere que a pressão de baixa da arroba está maior fora do estado.

Pecuarista comemora

O pecuarista Humberto Tavares, da fazenda Sucuri, em Goiás, afirma o contrário. “Muito bem-vinda esta diferença. Há 10 dias abati um lote totalmente a pasto, que deu 94% China. Gado comercial de boa genética, mas sem grandes firulas”, diz ele. “Resumindo: boa genética ajuda muito, e acredito que esta é uma tendência forte: nicho ganhando algo mais, e feijão-com-arroz sofrendo descontos. Nos EUA, o spread é violentamente maior.”

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