Abertura da semana continua com preços da arroba apresentando firmeza, concretizando a tendência de alta que, segundo analistas, deve permanecer até a segunda quinzena de agosto; Veja o que esperar
O mercado físico do boi gordo começou a semana apresentando firmeza em seus preços, conforme apontaram as principais consultorias que acompanham o mercado pecuário diariamente. Como de costume, algumas indústrias frigorificas ficaram fora das compras de boiadas gordas, já que o dia serviu para analisar os resultados das vendas de carne do final de semana. Um fator importante foi o descarte de casos de Doença de Newcastle em aves no Rio Grande do Sul, já que o fechamento do mercado exportador poderia gerar uma maior oferta do produto nas gondolas brasileiras.
Na visão da Agrifatto, o alongamento das escalas de abate e a expectativa de baixo consumo interno da carne bovina neste período final do mês (devido ao menor poder aquisitivo da população) podem trazer uma maior pressão para o mercado físico do boi gordo. “O nível dessa pressão que determinará qual será o tamanho da oferta que os pecuaristas irão entregar aos frigoríficos”, dizem os analistas da Agrifatto.
Os frigoríficos ainda se deparam com escalas de abate apertadas, o que pode sugerir a continuidade do movimento de alta no curto prazo. Certos negócios superaram a referência média em seus valores ou obtiveram prazos de pagamento mais curtos.
“Algumas indústrias frigorificas estão fora das compras (de boiadas gordas), ainda analisando os resultados das vendas de carne do final de semana”, afirma a Scot.
Ainda segundo apontou o relatório da Scot Consultoria, o mercado abriu com preços estáveis nesta segunda-feira. As escalas de abate estão bem-posicionadas, em média, de 8 a 13 dias. Com isso, a arroba do boi gordo está sendo apregoada em R$227,00, a da vaca em R$202,00 e a da novilha em R$215,00.
A arroba do “boi China” – animal jovem abatido com até 30 meses de idade – está em R$230,00. Ágio de R$3,00/@. Todos os preços brutos e com prazo. Um ponto importante para a descentralização do comércio dessa categoria de animais foi o credenciamento de unidades frigoríficas de outros estados para a exportação de carne bovina.
“Como ponto de inflexão, deve ser citada a entrada de animais confinados no mercado, que deve se acentuar a partir de agosto. Muitos contratos a termo foram firmados nesta temporada, oferecendo boa perspectiva de escalas, especialmente para as grandes indústrias”, afirmou Fernando Henrique Iglesias, analista da Consultoria Safras & Mercado.
Exportação
As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 717,441 milhões em julho (15 dias úteis), com média diária de US$ 47,829 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 162,524 mil toneladas, com média diária de 10,835 mil toneladas.

O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.414,40. Em relação a julho de 2023, houve alta de 31,8% no valor médio diário da exportação, ganho de 41,5% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 6,9% no preço médio.
Giro do boi gordo pelas principais praças pecuárias do país
- Em São Paulo, a referência média para a arroba do boi ficou em R$ 229.
- Já em Goiás, a indicação média foi de R$ 220,18 para a arroba do boi gordo.
- Em Minas Gerais, a arroba teve preço médio de R$ 219,41.
- Já em Mato Grosso do Sul, a arroba do boi ficou em R$ 219,66.
- No Mato Grosso, a arroba do boi ficou em R$ 209,05.
Preços futuros
No entanto, segundo a Agrifatto, a movimentação do boi gordo no mercado futuro (B3) não tem acompanhado o mercado físico.
Enquanto o preço do indicador Cepea (praça paulista, preço à vista) teve um acréscimo de 2,5% no comparativo semanal (fechando a última semana em R$ 232,30/@), o contrato do boi gordo com vencimento em outubro/24 registrou um recuo semanal de 1,3% na última sexta-feira (19/7/24), para R$ 241,25/@ – o menor patamar desde 7/6/24.
Segundo os analistas da Agrifatto, os operadores de boi gordo não querem “dar mais ágio para o boi gordo e vão reduzindo as suas apostas de valorização para o segundo semestre”.
Boi no atacado
O mercado atacadista inicia a semana firme, com potencial para reajustes durante a primeira quinzena de agosto, período que costuma ser marcado por bom potencial de consumo.
O quarto traseiro permanece cotado a R$ 17,50 por quilo. A ponta de agulha segue no patamar de R$ 13 por quilo. O quarto dianteiro a segue no patamar de R$ 14 por quilo.
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