Boi gordo subindo e mira arroba a R$ 235, segura peão

Boi gordo subindo e mira arroba a R$ 235, segura peão

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Confinamento e Boitel VFL BRASIL. Foto: Marcella Pereira

Alta do boi se intensifica com melhora da demanda interna e chegada do feriado; Menor oferta de animais para abate ajuda a sustentar o viés de alta. Veja!

Nesta quarta-feira, com a sinalização de melhora nas vendas de carne bovina dentro do País, os frigoríficos se mostraram mais dispostos a oferecer valores mais altos pela arroba do boi gordo, com foco no preenchimento das curtas escalas de abate, informa a IHS Markit.

“O avanço no consumo de proteínas nos grandes centros urbanos deve se estender pelos próximos dias, já que, além da entrada de massa salarial de parte da população, as comemorações de Dia dos Pais no Brasil devem oferecer suporte adicional à demanda”, prevê a consultoria.

Agrobrazil

O fechamento do indicador do Cepea fechou com queda, valendo R$ 226,25/@. No app da Agrobrazil, a média pra a praça de São Paulo ficou em R$ 229,52/@, com preços variando de R$ 227 a R$ 230.

Recorde informado para o estado de Minas Gerais, na localidade de São Gonçalo do Sapucaí, o boi gordo foi negociado a R$ 235,00/@, à vista e com data para abate programada para dia 07 de agosto, de acordo com o aplicativo da Agrobrazil divulgou. Já em Cafelândia/SP, o animal comum foi comercializado a R$ 230,00/@, à vista e programado para abater em 14 de agosto.

No município de Cristalina/GO, tiveram novas máximas para o boi comum de R$ 222,00/@, à vista e com data para o abate em 10 de agosto. Segundo os pecuaristas de São Luís de Monte Belos/GO, o valor negociado para a arroba do boi foi de R$ 220,00/@, à prazo com trinta dias para pagar e programado para abater em 10 de agosto.

Os preços do Boi China já se tem um novo patamar, os R$ 230,00/@ no estado de São Paulo. Com a oferta restrita de animais e a demanda aquecida por carne bovina no começo do mês, é esperado que o novo teto seja no patamar dos R$ 235,00/@ no curto prazo.

Giro pelas praças

Com exceção de Colíder-MT, todas as praças pecuárias pesquisadas pela IHS Markit já registram negócios com preços máximos acima de R$ 200/@ pelo boi gordo, ilustra.

Na região Norte, os preços subiram nesta quarta-feira em Rondônia, Pará e Tocantins. A baixa disponibilidade de matéria prima na região tem limitado o fluxo de negócios e as indústrias operam com escalas apertadas – em média, atendem 4 dias úteis.

No Nordeste, as praças do Maranhão e Bahia também registraram altas em meio a dificuldade para comprar a matéria prima, informa a IHS Markit.

No Centro-Sul, a arroba da boiada gorda se valorizou no Mato Grosso, Goiás e Paraná. As indústrias dessas regiões atuam de forma ativa para atender aos compromissos regulares de exportação.

Nas regiões produtivas do Sudeste, as cotações subiram em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Os ajustes positivos têm suporte na restrição de oferta de gado.

No atacado, o preço dos principais cortes bovinos segue estáveis. Com a entrada do mês de agosto, o ritmo do escoamento das carnes das prateleiras se mostrou acima do registrado na semana anterior, cenário que pode abrir margem para novos ajustes positivos nas cotações da carne bovina ao longo dos próximos dias.

Perspectivas

Além da recuperação das vendas no mercado interno, o escoamento dos cortes bovinos é beneficiado pelo resultado positivo das exportações, que se deve, principalmente, à presença ativa da China no mercado internacional.

Diante das perspectivas positivas para o comportamento das demandas interna e externa pela proteína vermelha, além do quadro de grande escassez de oferta, as cotações da boiada gorda no mercado físico seguem em patamares elevados e em trajetória de alta nas principais praças pecuárias.

“Ao longo dessa primeira quinzena de agosto, a oferta de boiada gorda deve permanecer baixa, com entrada de maiores lotes de gado provindo dos confinamentos apenas no final do mês”, observa a IHS Markit.

Com Informações do IHS Markit, Agrobrazil, Agência Safras e Portal DBO

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