Do outro lado, continuam as consultorias, os pecuaristas brasileiros buscam fechar negócios mais atrativos, ou seja, acima da referência média, neste momento de redução de oferta de boi gordo e fêmeas terminados no pasto.
O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com preços variando de mais altos a estáveis nesta quinta-feira (22), apontaram as principais consultorias que acompanham o mercado diariamente. Apoiado no volume embarcado das exportações de carne bovina e, também, na maior dificuldade das indústrias em conseguir originar a matéria-prima (animal pronto para abate), o mercado segue com viés de alta dando o tom das negociações neste momento.
Do outro lado, continuam as consultorias, os pecuaristas brasileiros buscam fechar negócios mais atrativos, ou seja, acima da referência média, neste momento de redução de oferta de machos e fêmeas terminados no pasto.
O movimento se destacou na região Centro-Norte do país, com ênfase para o movimento deflagrado no Tocantins e no Pará. Outro destaque ficou para o Mato Grosso do Sul que, segundo obervado, já possui negociações médias acima de R$ 240,00/@ para os animais prontos para abate, estado esse que possui uma das menores médias de dias nas escalas de abate.
Pelos dados da Scot Consultoria, o mercado paulista segue estável, com os frigoríficos abatendo bovinos adquiridos anteriormente. “No entanto, uma pressão de alta paira sobre o mercado paulista, devido à redução na oferta e ao aumento da procura por fêmeas, cuja oferta também diminuiu”, relata a consultoria.
Com isso, continua a Scot, o boi gordo está apregoado em R$235,00/@, a vaca em R$210,00/@ e a novilha em R$225,00/@. Já o “boi China” – animal jovem e abatido com até 30 meses de idade – está sendo comercializado a R$237,00/@. Ágio de R$2,00/@ em relação ao boi comum. Todos os preços brutos e com prazo.
As escalas de abate seguem apertadas, conforme supracitado, justificando esse comportamento das indústrias frigoríficas pelo país. A consultoria Safras & Mercado destaca o papel da demanda no atual processo de retomada dos preços da arroba do boi gordo, em especial a da exportação, onde o Brasil caminha para um recorde histórico.
A demanda doméstica também conta com seus predicados e tem contribuído para a recente movimentação de alta de preços, disse o analista da consultoria Fernando Henrique Iglesias.
Preços médios da arroba de boi gordo pelas principais praças pecuárias do país
- São Paulo: R$ 239,00
- Minas Gerais: R$ 230,00
- Mato Grosso do Sul: R$ 241,00
- Mato Grosso: R$ 216,00.
Mesmo com a entrada de animais confinados e a realização de contratos a termo, esses fatores não foram suficientes para pressionar os preços da arroba para baixo, de acordo com analistas da Agrifatto.
“Embora tenha havido uma leve queda nas exportações de carne bovina na última semana e um desempenho fraco no mercado varejista doméstico durante a segunda quinzena de agosto, a oferta limitada e as programações de abate curtas em diversas regiões produtoras contribuíram para que os pecuaristas tivessem vantagem nas negociações”, afirma a consultoria.
No mercado futuro, a quarta-feira foi marcada por otimismo na B3, com todos os contratos futuros registrando alta. O contrato com vencimento em setembro/24 se destacou, fechando o dia em R$ 241,55/@, um aumento de 1,13% em comparação ao dia anterior.
Atacado
O mercado atacadista registrou preços acomodados. Segundo Iglesias, ainda não há grande apelo para alta nos preços durante a segunda quinzena do mês, período pautado por uma demanda mais fraca.
Há grande otimismo em torno do último bimestre, considerando a taxa de ocupação dentro da economia brasileira, o que sugere um maior impacto do 13º salário na atividade econômica.
Nesta quinta, o quarto traseiro foi precificado a R$ 17 o quilo. O quarto dianteiro e a ponta de agulha foram cotados a R$ 13,50 o quilo.
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