No Centro-Norte do país, após semanas de pressão, o mercado começou a esboçar reação, também em função do encurtamento das escalas de abate.
O mercado físico do boi gordo voltou a operar com preços mais altos nas principais regiões de produção e comercialização nesta terça-feira (7).
De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, as escalas de abate estão mais curtas, em especial na Região Sudeste, enquanto animais padrão China ainda são negociados com ágio significativo na comparação a animais destinados ao mercado doméstico.
Já no Centro-Norte do país, após semanas de pressão, o mercado começou a esboçar reação, também em função do encurtamento das escalas de abate, justificando uma atuação mais agressiva dos frigoríficos que atuam na região na compra de gado
“A primeira quinzena do mês também tem um papel importante na mudança de dinâmica de mercado, com a alta dos preços da carne bovina no atacado melhorando a conta também para os pecuaristas ”, diz o comentarista.
Dessa maneira, em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi subiu para R$ 292.
Em Minas Gerais, os preços fecharam em R$ 297.
Simultaneamente, em Dourados (MS), a cotação se manteve R$ 259.
Ao mesmo tempo, em Cuiabá (MT), a arroba de boi gordo finalizou o dia cotada a R$ 247.
Já em Goiânia (GO), a arroba está em R$ 270.
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Boi: mercado atacadista
A carne bovina voltou a ter alta no atacado.
De acordo com Iglesias, o movimento ocorre em linha com a entrada dos salários na economia, o que acelera a reposição entre atacado e varejo.
“O limitador para altas mais consistentes ainda é a situação das proteínas concorrentes, em especial da carne de frango, que ainda tem sobreoferta neste primeiro trimestre”, destaca o comentarista.
Então, o quarto dianteiro foi precificado a R$ 15 por quilo. Já a ponta de agulha ficou com preço de R$ 15,55.
Por fim, o quarto traseiro do boi ficou cotado em R$ 20 por quilo.
Fonte: Agência Safras
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