‘Boom’ das ordenhas robotizadas alterou a pecuária de leite brasileira

Com foco na produtividade, favorecimento do manejo sanitário e pacificação da ordenha, robô impulsiona as mudanças do setor para o futuro.

A paixão se mantém, mas as ferramentas mudam. Esse é o lema fomentado pela Lely que vem ganhando espaço na pecuária leiteira no País. Seja devido às questões relacionadas à mão de obra, sanidade dos animais ou maior produtividade, os produtores têm enxergado gradualmente a importância e os benefícios de levar a automatização para dentro da porteira. 

O Lely Astronaut, robô referência na ordenha automatizada, reflete bem esse cenário. Criado para permitir aos animais o fluxo livre (Free Cow Traffic), esse sistema faz com que as vacas façam sua própria rotina e tenham mais tempo para descansarem, colabora para um baixo índice de estresse animal e melhora o ambiente de ordenha. 

De acordo com o gerente comercial da Lely no Brasil, João Vicente Pedreira, a automação tem representado um ponto de virada para os pecuaristas. “O produtor brasileiro é reconhecido por conseguir vencer desafios sanitários, climáticos e até econômicos. O momento atual é de grandes transformações em modelos de negócios e também por isso é uma oportunidade para melhorar o manejo e alcançar novos índices produtivos”, analisa. 

Entre outros benefícios, ele destaca as melhorias de gestão e tomadas de decisões mais assertivas. “Os responsáveis pelas vacas passam a acompanhar melhor a saúde dos animais, avaliar o seu comportamento e os sensores que monitoram a qualidade do leite. Assim, o ambiente de produção pode ser aprimorado em um prazo relativamente mais curto, por meio de estratégias eficientes”, diz.  

O futuro começa agora 

Sempre atenta às mudanças do mercado e oportunidades, a Fazenda Melkland, dos proprietários Jacoba e Carlos Delezuk, localizada em Carambeí (PR), já trabalha para acompanhar esse cenário que se consolida na pecuária leiteira nacional e promete ser o futuro do setor. 

Observando o crescimento expressivo da propriedade nesses últimos anos, o espaço para as vacas precisou ser repensado. A ideia, então, foi aproveitar esse momento e investir na construção de um novo confinamento, pensando não somente no conforto dos animais, mas também em mais produtividade, com economia e de forma automatizada. “Por isso escolhemos os robôs da Lely, pois sabemos que eles podem acompanhar e ajudar no crescimento, além, claro, da tecnologia de ponta que teremos na produção”, relata Carlos.  

Robô Lely Astronaut em funcionamento na fazenda Melkland
Arquivo pessoal.

Com pouco mais de mil animais, sendo 120 em ordenha robotizada, ele conta os próximos passos para essa expansão. “No ano que vem, nossa expectativa é chegar a 1.200 animais e quintuplicar para 600 o número de animais na ordenha automatizada”. 

Atualmente a propriedade conta com dois robôs em funcionamento. “Temos mais dois comprados e mais quatro que chegarão ainda este ano. A estratégia para 2024 é separar dois deles para utilizar somente no treinamento das novas vacas que serão inseridas no modelo”, conta o produtor. 

Com a fazenda associada à cooperativa Frísia, que integra a intercooperação Unium – considerada a 2ª maior produtora de leite do País em 2020 -, Carlos explica o porquê prioriza essa modernização. “Se você pensar ao longo dos anos, o leite é uma atividade que traz boa rentabilidade. Nós temos em média aproximadamente 15% de retorno do total aplicado. Então não é porque o momento apresenta algumas dificuldades que nós vamos deixar de investir. A gente sempre olha a médio e longo prazo, o futuro”, finaliza. 

Robô Lely Astronaut na Fazenda Melkland
Arquivo pessoal.

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