Brachiaria garante até 4 @/ha a mais de produtividade

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Segundo o estudo da COMIGO do anuário 2020:2021, o Mulato II é o cultivar de Brachiaria mais indicado para o sistema ILP
Foto: Divulgação

Brachiaria híbrida Mulato II atinge 4 @/ha a mais de produtividade animal em comparação ao cultivar Mavuno; resultado do estudo ainda mostra outras vantagens

O Anuário de Agricultura 1ª safra – 2020/2021, desenvolvido pelo Instituto de Ciência e Tecnologia COMIGO (ITC), em Rio Verde – GO, apresentou os resultados pelo segundo ano consecutivo de um experimento comparativo entre dois cultivares híbridos, incluindo a Brachiaria híbrida cv. Mulato II. Mais uma vez o estudo apresentou números positivos da forrageira da Barenbrug do Brasil no sistema de Integração Lavoura-Pecuária (ILP).

Mulato II obteve cerca de 111% a mais em residual de palhada, 55% a mais em residual de raiz no solo, e a densidade de touceira

No primeiro ano do ensaio, então intitulado Características de Forragem e Desempenho de Bovinos de Corte em Pastagem de Mulato II e Mavuno em Sistema de Integração Lavoura-Pecuária*, publicado no Anuário de Pesquisas Pecuárias 2019/2020, o Mulato II foi avaliado quanto a produção de massa, qualidade de forragem, desempenho animal e viabilidade econômica. O resultado: o cultivar da Barenbrug do Brasil é o mais indicado para o sistema ILP com números superiores em diversas variáveis comprovadas pela pesquisa.

O segundo ano do ensaio, intitulado Produtividade de Soja e Indicadores de Qualidade do Solo em Sistema de Integração Lavoura-Pecuária**, contou com o objetivo de avaliar a produtividade de soja em dois sistemas de produção: o ILP e o tradicional sucessão Soja/Milho. Conforme as discussões propostas no estudo do Instituto de Ciência e Tecnologia COMIGO – ITC, o Mulato II apresentou melhores resultados tanto em produtividade animal quanto em produtividade de soja.

Nos dados obtidos, os pesquisadores evidenciaram que, em relação as áreas do cultivar concorrente ao da Barenbrug, o Mulato II obteve: cerca de 111% a mais em residual de palhada, 55% a mais em residual de raiz no solo, e a densidade de touceiras foi em média 21% maior. Esses valores contribuem para maior capacidade de rebrota, maior produção de raízes, melhor cobertura do solo e maior capacidade de competir com plantas invasoras.

Segundo os resultados de produtividade animal obtidos nos sistemas de produção de ILP, o Mulato II obteve 4 @/ha a mais quando comparado ao outro cultivar, em 84 dias de pastejo. E de acordo com a produtividade de soja gerada no experimento: o sistema ILP, com o Mulato II, obteve 4,3 sacas/ha a mais quando comparado ao sistema de sucessão soja/milho, e 2,09 sacas/ha a mais em comparação ao sistema ILP com o cultivar concorrente. Além de boas respostas em produtividade, o estudo demonstrou reações positivas para alguns bioindicadores de qualidade do solo relacionados à conservação e sustentabilidade.

A Brachiaria híbrida cv. Mulato II é a mais indicada para o sistema ILP

Conclusão –– os resultados obtidos no estudo apontaram vários benefícios dentro da Integração Lavoura-Pecuária e mostraram a importância deste sistema no incremento de produtividade da cultura subsequente e na saúde do solo. Dentre as opções de forrageiras analisadas no sistema de ILP, a Brachiaria híbrida cv. Mulato II foi a mais indicada.

“O Mulato II obteve valores mais expressivos que o cultivar concorrente se observamos a porcentagem de raiz depositada no solo, a quantidade residual de biomassa, a produtividade animal e a produtividade de soja em dois anos de experimento. Estes são valores reais que podem ajudar o produtor na hora da tomada de decisão”, explica Samea Cabral, membra do time de Desenvolvimento Tecnológico da Barenbrug do Brasil.

Produtividade da forrageira Mulato 2 impressiona pecuarista do Maranhão

A Fazenda Igarapé, localizada na cidade de Igarapé Grande, no estado do Maranhão, é destaque na engorda e criação de gado Nelore de elite no país, com um plantel de alta qualidade genética. Ao todo, a propriedade possui três mil hectares e, desses, dois mil e duzentos são destinados para o pasto.

O engenheiro agrônomo e representante técnico, Lívio de Souza Moura, comenta que os índices zootécnicos da fazenda estão totalmente relacionados à qualidade de suas pastagens. “A propriedade é bem dividida e utilizamos diferentes cultivares para evitar a contaminação da pastagem no caso de doenças ou pragas específicas de um tipo de gramínea e, além disso, proporcionar uma alimentação balanceada ao rebanho”, observa.

Em relação à forrageira Mulato 2, o profissional conta que começou a plantar as primeiras áreas há seis anos. Atualmente, são 120 hectares dedicados à gramínea e seus principais benefícios são a alta capacidade de rebrote e perfilhamento, elevada produtividade e excelente palatabilidade do gado. Além disso, cobre todo o terreno e não apresenta pragas e doenças.

“Fizemos um experimento com 26 gramíneas para um dia de campo e separamos por canteiros, já que era um teste para mostrar variedades de capim e novidades do mercado. No fim do dia, colocamos o gado para pastar para notar qual forrageira o gado preferia. Foi muito interessante notar que as 10 unidades animais que colocamos foram para o Mulato 2. Ficamos impressionados com esse resultado”, ressalta.

*Experimento do Instituto de Ciência e Tecnologia COMIGO – ITC foi conduzido pelos seguintes autores: Ubirajara Oliveira Bilego; Hemython Luis Bandeira do Nascimento; Antônio Eduardo Furtini Neto; Dieimisson Paulo Almeida; Rafael Henrique Fernandes; Diego Tolentino de Lima; Kátia Aparecida de Pinho Costa; e Eduardo da Costa Severiano.

** Experimento do Instituto de Ciência e Tecnologia COMIGO – ITC foi conduzido pelos seguintes autores: Hemython Luis Bandeira do Nascimento; Ubirajara Oliveira Bilego; Antônio Eduardo Furtini Neto; e Dieimisson Paulo Almeida.

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