Brasil poderá exportar lácteos ao Egito

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pecuária de leite
Foto Divulgação

Brasil poderá exportar lácteos ao Egito, diz ministra. Tereza Cristina, que está no Cairo, divulgou a liberação do mercado em rede social.

O Egito abriu o mercado para exportações de produtos lácteos brasileiros, afirmou nesta sábado (14) a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que está em visita oficial ao Oriente Médio integrada pela pasta e empresários.

A ministra, que neste sábado está no Cairo, publicou o fato em um vídeo vídeo em uma rede social. Segundo ela, as autoridades egípcias aprovaram o Certificado Sanitário Internacional do Brasil. “O pedido de aprovação estava pendente desde 2016”, diz o post de Cristina.

“Era uma grande notícia que esperávamos. Foi muito rápida a negociação, e a partir do mês que vem o Brasil está pronto a exportar. Mais uma vitória de abertura de mercados do Brasil para os países árabes”, afirma a ministra no vídeo.

O post de Tereza Cristina foi compartilhado pelo presidente Jair Bolsonaro.​

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) participou na manhã deste sábado (14) de um café da manhã com autoridades do Egito para tratar de parcerias comerciais entre os dois países. No encontro, ficou acertado que Brasil e Egito farão uma cooperação técnica para melhoramento genético de gado bovino. 

“Ótimas notícias, abertura de mercado, reconhecimento dos produtos brasileiros. Muito boa a reunião, agora vamos aguardar as próximas que espero que sejam tão exitosas quanto esta”, disse a ministra, ao fim da reunião com o general Fayez Abaza, diretor de produção animal da Organização Nacional de projetos de Serviços, órgão responsável pelas compras das Forças Armadas e pela segurança alimentar no Egito.  

A intenção do Egito é criar uma fazenda modelo no país. Uma missão egípcia deverá vir ao Brasil para conhecer experiências da Embrapa e do setor privado. Eles também foram convidados a visitar a ExpoZebu, em Uberaba (MG). Além disso, o general disse que quer expandir o comércio com o Brasil comprando mais milho, farelo de soja, alfafa, e  gado em pé, além de caprinos. “Esperamos uma relação mais profunda e verdadeira com o Brasil no que se trata dos produtos agropecuários. Espero que a relação seja expandida para outras áreas”, destacou o egípcio. 

Para o secretário geral da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, Tamer Mansour, a reunião foi de extrema importância para o governo egípcio. “Tratou-se de algumas novas parcerias que não estavam sendo conversadas antes. Isso também demonstra que o Egito está começando a olhar para o Brasil como um parceiro estratégico, não apenas nas exportações e importações, mas para fortalecer os investimentos e considerar o Brasil como um país de base para novos projetos”, disse. 

O Brasil também pediu apoio para redução de tarifas consulares cobradas pelas repartições egípcias, que encarecem as exportações brasileiras em cerca de US$ 6 milhões anuais, taxas que acabam sendo repassadas para o consumidor egípcio, segundo o embaixador do Brasil no Cairo, Ruy Amaral, 

Também participaram da reunião o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Orlando Leite Ribeiro; a diretora de promoção Comercial, Investimentos e Cooperação, Marcia Nejaim e o deputado Alceu Moreira,presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária e o adido agrícola brasileiro no Egito, Cesar Teles

O Egito é o primeiro dos quatro países que serão visitados pela ministra Tereza Cristina na missão ao Oriente Médio. Até o dia 23 de setembro, a comitiva ainda passará pela Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes Unidos. 

Fonte: Folha de São Paulo

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