A safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve registrar novo recorde em 2023, totalizando 305,4 milhões de toneladas. Essa é a força do Agro!
O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado hoje (13) pelo IBGE, mostra que a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve registrar novo recorde em 2023, totalizando 305,4 milhões de toneladas. Trata-se de um montante 16,1%, ou 42,2 milhões de toneladas, maior do que a safra obtida em 2022. Na comparação com abril, a estimativa assinalou alta de 1,1%, com acréscimo de 3,3 milhões de toneladas. A expectativa é de recorde nas produções de soja, milho e trigo, além de podermos acrescentar a safra de sorgo, cultura que vem crescendo no país.
Em 2023, ao menos quatro safras recordes devem marcar os resultados da agricultura do Brasil: soja, milho, trigo e sorgo. A elevação dos preços dos produtos agrícolas impulsionou o plantio para as safras recordes na agricultura do Brasil. “Além disso, houve aumento dos investimentos nas lavouras”, comentou Carlos Barradas, gerente da pesquisa do IBGE.
Para se ter uma ideia do tamanho e importância dessas culturas, em conjunto, as colheitas de soja, trigo, milho e sorgo de 2023 devem resultar em cerca de 285 milhões de toneladas, do total de 305,4 milhões de toneladas estimadas para safra de grãos do Brasil. Desse modo, o número corresponde a quase 95% de toda produção total de cereais, leguminosas e oleaginosas.
Soja
A soja, principal produto da agricultura brasileira, acaba tornando-se a prioridade dos produtores na safra de verão, que é plantada a partir de setembro, na época das chuvas, e colhida em janeiro e fevereiro. A segunda safra é plantada após a colheita da safra de verão e a sua colheita dá-se a partir de junho.
Entre as colheitas com resultados históricos, a soja se destaca. Pela estimativa do IBGE, a produção de 2023 fechará em quase 150 milhões de toneladas. É o maior volume gerado nas lavouras nacionais. “Os produtores estão reduzindo a área de outros cereais, como do arroz, para plantar soja. Como os preços estavam em alta, houve aumento também dos investimentos. Vale lembrar que, em 2022, o clima foi muito desfavorável para a soja. A produção de arroz e de feijão deve ser suficiente para abastecer o mercado interno”, completa Barradas.
Milho
Já o milho tem uma produção estimada em 122,8 milhões de toneladas, valor 11,5% maior que em 2022. Segundo o gerente do LSPA, a boa performance da cultura se deve ao aumento das áreas de plantio e, principalmente, a um regime de chuvas mais favorável em 2023, quando comparado com 2022. Assim a produção de milho apresenta novo recorde da série do IBGE.
O plantio dessa cultura no país tende a ser alternado com o de soja dentro no mesmo ano, otimizando o uso da terra. Além disso, esses dois grãos são os principais para a nutrição de aves e suínos. E o país é o maior exportador mundial de carne de frango, por exemplo.
Trigo
A produção de trigo, que deve alcançar 10,6 milhões de toneladas, teve aumentos de 7,3% em relação a abril e de 5,5% em relação a 2022, quando o Brasil já havia colhido a maior safra da história.
Já o trigo é beneficiado pela guerra da Rússia e da Ucrânia, grandes produtores e exportadores. Faltou trigo no mercado, o que elevou os preços e animou os produtores nacionais a aumentarem a área de plantio do trigo no Brasil.
Sorgo
Por fim, as projeções mostram que a atual colheita de sorgo — outra fonte usada para a nutrição animal — será de quase 4 milhões de toneladas. Assim, o número é o mais expressivo para essa cultura, dentro dos registros do IBGE sobre as safras da agricultura brasileira.
A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para as cinco Grandes Regiões: a Região Sul (26,9%), a Centro-Oeste (15,8%), a Sudeste (4,3%), a Norte (13,5%) e a Nordeste (3,3%). Quanto à variação mensal, apresentaram aumentos a Região Nordeste (0,5%), a Região Centro-Oeste (2,9%) e a Região Norte (1,5%). A Região Sudeste apresentou estabilidade (-0,0%), enquanto a Região Sul apresentou declínio (-1,5%).
Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 31,1%, seguido pelo Paraná (15,3%), Rio Grande do Sul (9,7%), Goiás (9,6%), Mato Grosso do Sul (8,6%) e Minas Gerais (5,9%), que, somados, representaram 80,2% do total. Com relação às participações das regiões brasileiras, tem-se a seguinte distribuição: Centro-Oeste (49,6%), Sul (27,3%), Sudeste (9,5%), Nordeste (8,6%) e Norte (5,0%).
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