Técnica Beef on Dairy é sucesso nos EUA e surge como nova oportunidade para os criadores brasileiros; Produtores da Frisia discutem cruzamento entre gado leiteiro e Angus
O cruzamento de vacas leiteiras com touros Angus será discutido em encontro entre produtores e especialistas em pecuária. A técnica, conhecida como Beef on Dairy, é uma tendência mundial. O evento promovido pela Associação Brasileira de Angus acontece nesta quarta, 30, na Cooperativa Frisia (Pavilhão Digital Agro – Expofrisia), em Carambeí (PR). Os produtores presentes vão ser atualizados das últimas ações de fomento do Programa Carne Angus Certificada, em vigor há 21 anos.
No encontro, ainda está prevista visita ao confinamento da Fazenda Rincão, onde será observado, na prática, o desenvolvimento da produção Beef on Dairy conduzida no Paraná.
A ideia é simples: vacas das raças leiteiras Holandês e Jersey são cruzadas com touros Angus, famosa pela carne macia e valorizada. Como resultado, obtém-se uma proteína de alta qualidade, utilizada para atender às exportações do mercado premium.
O método já é um sucesso nos Estados Unidos e começa a chamar a atenção no Brasil. O pesquisador e especialista em confinamento, Pedro Carvalho, será o responsável por apresentar a produção de carne proveniente do rebanho leiteiro nos EUA, os desafios e as oportunidades deste cruzamento para a pecuária brasileira.
Além disso, representantes das principais centrais de melhoramento genético também vão destacar os ganhos genéticos tanto para os criadores de gado de leite como de corte. “Esse cruzamento, além de impulsionar o volume de produção de carne premium e o mercado de venda de sêmen de touros Angus, mostra ser uma oportunidade para criadores de leite de diversificação do seu negócio, trazendo novas fontes de renda”, explica em nota a gerente do Programa da Carne Angus, Ana Doralina.
Atualmente, a carne Angus é exportada para 41 países. No primeiro semestre de 2024, as exportações cresceram 7,8% em comparação com o mesmo período do ano passado, somando 1,3 mil toneladas vendidas. China, Chile, Holanda e Arábia Saudita foram os maiores compradores neste período.
Fonte: Agro Estadão
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