Carrapato ainda é um grande desafio da pecuária brasileira

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Pecuária de corte. Bovinocultura de corte. Gado confinado. Boi cruzado
Foto: Wenderson Araujo/Trilux

Infestação de carrapato pode causar grandes danos ao animal, como lesões na pele, que podem ser “porta de entrada” para infecções e miíases

A proliferação de carrapatos representa um grande desafio para a bovinocultura, tanto de corte como para a produção de leite, pois podem prejudicar a produtividade, provocar o aparecimento de doenças, podendo até levar à morte dos animais. Estudos apontam que o prejuízo causado pelo carrapato bovino (Rhipicephalus microplus) passa da ordem de US$ 3,24 bilhões por ano.

Um correto e adequado programa de controle e prevenção auxilia na redução do impacto do parasita sobre a rentabilidade da pecuária.

De acordo com o médico-veterinário e Coordenador de Serviços Técnicos da Biogénesis Bagó, João Paulo Lollato, o carrapato pode transmitir doenças como a “Tristeza Parasitária Bovina”, a principal responsável por prejuízos econômicos e mortalidade em rebanhos de corte e de leite.

“Quando em altas infestações, o parasita provoca diversas lesões na pele do animal possibilitando assim que bactérias oportunistas causem nos bovinos as chamadas ‘infecções secundárias’, além do possível aparecimento de miíases. Além disso, outras doenças, inclusive zoonoses, podem ser transmitidas por espécies de carrapatos, tal como a febre maculosa”, alerta Lollato.

Lollato explica que o ciclo biológico do carrapato do boi é fator determinante para o estabelecimento dos intervalos de aplicação do carrapaticida; já os fatores ambientais estão diretamente relacionados com a época do ano em que esses tratamentos serão realizados.

Ele aponta a importância de escolher o produto adequado, avaliar a eficácia, o mecanismo de ação, se age por contato ou de forma “sistêmica”, o período residual, além da carência do produto. “Outro ponto importante a ser considerado é a resistência do produto, ou seja, se os parasitas são sensíveis ao princípio ativo. A época de aplicação, assim como os intervalos, também devem ser considerados para obter o melhor resultado no controle do carrapato”, orienta.

Ainda segundo o médico-veterinário é indispensável seguir as recomendações dos fabricantes, pois os produtos podem possuir princípios ativos iguais, porém as concentrações e o mecanismo de ação podem ser diferentes, o que implica na adequação de doses e diluições.

Dicas para controle do carrapato no gado:

  • Escolher o produto adequado de acordo com o desafio do ambiente
  • Avaliar a eficácia e mecanismo de ação, ou seja, se age por “contato” ou de forma “sistêmica”;
  • Atenção ao período residual além da carência do produto;
  • Analisar a resistência dos parasitas ao produto;
  • Verificar a época de aplicação, assim como os intervalos;
  • Ter cuidado com a segurança dos animais e do operador na aplicação;
  • Seguir as recomendações dos fabricantes.

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