A consciência coletiva, principalmente de empresas multinacionais e nacionais de grande porte, que têm mais capital para investir em políticas sustentáveis.
A sustentabilidade deixou de ser somente um discurso de filantropia e se tornou tema presente nas empresas. O aumento da demanda é fruto da consciência coletiva, principalmente de empresas multinacionais e nacionais de grande porte, que têm mais capital para investir em políticas sustentáveis.
“As companhias têm que atender aos interesses dos investidores, que verificam a existência de políticas sócio ambientais, antes de destinar seus recursos”, explica Juliana Berford, Gerente de Engenharia e Supply Chain da Wyser, divisão especializada em oferecer serviços de Recrutamento e Seleção para cargos de gerência média e sênior da Gi Group.
A indústria é o segmento que mais demanda profissionais de sustentabilidade, como empresas geradoras de energia renovável, óleo e gás, construção civil, agronegócio, mineradoras e siderúrgicas. “A própria natureza das atividades que estão relacionadas com processos, produtos e insumos, abre mais espaço para práticas sustentáveis”, complementa Juliana.
As vagas mais procuradas são as de Gerente de Sustentabilidade, Analista de Sustentabilidade Corporativo, Especialista Ambiental, Especialista de Investigação Ambiental, Coordenador de Projetos de Impacto Socioambiental, Advogado Ambiental, Especialista em Responsabilidade Social Corporativa e os cursos que oferecem a capacitação são as graduações ou tecnólogos em Biologia, Engenharia Ambiental, Geologia, Engenharia Química, Oceanografia, Direito Ambiental ou Biomedicina e estar atualizado com a legislação ambiental.
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“Por serem áreas relativamente novas, a exigência por experiência torna-se um desafio. Logo, profissionais em formação devem procurar por cursos que reforcem a atuação prática e, preferencialmente, tenham parcerias com empresas privadas para aplicação do conteúdo desenvolvido em aula”, recomenda a gerente.
Por conta da necessidade de se adequar ao novo momento, muitos cargos passarão por transformações do escopo. “Nos próximos anos, teremos profissões ligadas a construções sustentáveis, investimentos sustentáveis, energia renovável e especialista em agricultura sustentável, por exemplo”, conclui Juliana.