Cerca de 60 mil bovinos morrem por intoxicação, veja!

Cerca de 60 mil bovinos morrem por intoxicação, veja!

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Causando grande prejuízo ao pecuarista, foram cerca de 60 mil bovinos que morrem por intoxicação após ingerir plantas tóxicas ao organismo, veja!

Plantas tóxicas de interesse pecuário são aquelas que ingeridas espontaneamente pelos animais domésticos, sob condições naturais, causam danos à saúde ou mesmo a morte (TOKARNIA; DÖBEREINER; PEIXOTO, 2000).

Ao que tudo indica, segundo os pesquisadores, foram cerca de 60 mil cabeças de gado mortas por conta da ingestão de plantas tóxicas no sul do Brasil. O prejuízo é gigantesco e traz um alerta aos pecuaristas. Mas afinal, como mitigar essa situação? Confira as dicas abaixo!

Lotação animal, oferta de pasto, ambiente, fome: grande parte das plantas reconhecidas como tóxicas não são palatáveis aos bovinos, que normalmente as consomem em situações de pouca oferta de pasto de boa qualidade ou em um campo com lotação acima do adequado, o que é bastante comum no RS nos meses de outono e inverno ou em estiagem prolongada.

A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR) publicou o Comunicado técnico “Plantas hepatotóxicas de interesse para bovinocultores no Rio Grande do Sul”, que auxilia os produtores no reconhecimento e orientações de plantas prejudiciais ao fígado mais frequentes e de maior risco aos bovinos nas diferentes regiões do Rio Grande do Sul.

Das mortes contabilizadas anualmente no rebanho bovino gaúcho, estima-se que 10% a 14% delas se devem à intoxicação por plantas.

Imagens fortes:

“Este guia foi feito para atender a uma demanda de produtores sobre como identificar e prevenir as intoxicações causadas por plantas. Usei minha experiência nessa área de interesse e a rotina de protocolos registrados no laboratório de histologia do IPVDF, observando as mais frequentes e importantes, como as que atingem o fígado, mas baseando-me em livros clássicos e consagrados na área de intoxicações por plantas no Estado”, explica o pesquisador Fernando Karam, autor do comunicado.

“Equivaleria de 60 a 84 mil cabeças por ano, o que significa expressiva perda econômica”, detalha Karam. A publicação traz informações sobre caracterização destas plantas, o que causam no organismo dos animais, principais sintomas, como o diagnóstico pode ser feito e recomendações para evitar seu crescimento.

Os motivos para o gado consumir este tipo de planta são diversos, como lotação animal excessiva e oferta de pasto insuficiente, entre outros.

“Grande parte das plantas reconhecidas como tóxicas não são palatáveis aos bovinos, que normalmente as consomem em situações de pouca oferta de pasto de boa qualidade ou em um campo com lotação acima do adequado, o que é bastante comum no Estado nos meses de outono e inverno ou em estiagem prolongada”, alerta o pesquisador.

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A publicação é gratuita e está disponível em www.agricultura.rs.gov.br/publicacoes.

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