Segundo informações da Agrifatto, as propostas apresentadas pela China estão entre 15% e 20% abaixo do que os exportadores consideram aceitável.
Os importadores chineses continuam pressionando exportadores de carne bovina a reduzir os preços do dianteiro bovino no mercado internacional. Segundo informações da Agrifatto, as propostas apresentadas pela China estão entre 15% e 20% abaixo do que os exportadores consideram aceitável.
Ainda de acordo com a Agrifatto, “os negócios realizados na última semana estabilizaram o preço em US$ 4.700 por tonelada, mas essa postura cautelosa reflete estoques bem abastecidos e um consumo interno mais lento na China”. O comportamento dos compradores chineses está alinhado com um momento de maior prudência no mercado interno, que tem enfrentado mudanças na dinâmica de consumo.
Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontam que 2024 registrou um aumento de 6% nas importações chinesas de carne bovina. Contudo, para 2025, a projeção é de um crescimento bem mais tímido, de apenas 1%.
A Agrifatto destaca: “Este será o menor índice de variação desde 2014, quando houve uma redução de 2%”. Essa desaceleração projeta um impacto direto nas exportações globais, incluindo o Brasil.
Reflexos no mercado brasileiro
Com a China sendo o principal destino da carne bovina brasileira, a pressão por preços menores representa um desafio significativo. Os exportadores precisam lidar com a redução das margens de lucro e repensar suas estratégias para manter a competitividade no mercado internacional. A diversificação de mercados surge como uma alternativa viável para reduzir a dependência do mercado chinês.
Mesmo com os preços estabilizados na última semana, os exportadores enfrentam um cenário de incertezas, em que o poder de barganha chinês e as projeções mais conservadoras para o crescimento da demanda são fatores de preocupação.
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