Chinesa Huawei investe R$ 1,2 milhão em gado de corte

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A Huawei, gigante da tecnologia, está cada vez mais de olho no agro brasileiro. Agora ela investiu cerca de R$ 1,2 milhão de reais na pecuária de corte!

Já atuante na área de identificação de plantas daninhas através de sensores, a gigante chinesa de telecomunicações mira na pecuária sustentável. Para isso, fechou uma parceria com a Embrapa e o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD).

Sensores, colares inteligentes e balança de pesagem serão usados ​​de forma integrada para registrar uma série de indicadores de produtividade, ambientais e de bem-estar animal em sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta ( ILPF ). A ideia é desenvolver uma solução de monitoramento de rebanhos. Com base nos dados gerados, será possível fazer a melhor gestão do peso, identificar o momento mais apropriado para reduzir e saber os índices de qualidade da carne .

O investimento será de R $ 1,2 milhão em pesquisa até abril de 2022. As empresas parceiras devem assumir pela instalação da infraestrutura de conectividade, sensores de internet das coisas (IoT) e plataforma computacional, além de apoiar o desenvolvimento das soluções.

Bruno Zitnick, diretor de relações públicas e governo da Huawei, explica que “80% deste investimento tem que custear a mão de obra, ou seja, pessoas alocadas como da Embrapa e CPQD, os outros 20% pode ser utilizado para aquisição de equipamentos , como sensores e balanças ”.

Zitnick afirma que as pesquisas estão em fases iniciais. Então, ainda não é possível informar como a tecnologia entregue ao cliente final: o produtor. No entanto, ele adianta que o objetivo é atender majoritariamente os pequenos e médios.

“A gente não chegou nesse ponto de definir como será o produto comercial, como entregaremos, mas a ideia é que sim, seja de custo baixo, provavelmente em mensalidade, e que dê retorno de investimento ao produtor. A ideia não é sobretaxar o produtor ”, disse.

“A ideia é que sim, seja de custo baixo, provavelmente em mensalidade, e que dê retorno de investimento ao produtor”Bruno Zitnick, diretor de relações públicas e governamentais da Huawei

Esta também é uma oportunidade de fazer o sistema ILPF ganhar escala, segundo ele, já que “não é amplamente utilizado no Brasil”. “[O ILPF] tem baixa adesão porque dispende de investimento em dispositivos, sensores, aí sim vem nosso propósito de dar visão de toda a cadeia de produção ao produtor, com redução de custo e aumento de ganho”, disse.

Projeto piloto

A Embrapa Informática Agropecuária coordena o trabalho e é responsável por desenvolver algoritmos de inteligência artificial que darão suporte às aplicações relacionadas à predição de ganho de produtividade e ao índice de bem-estar animal.

Bruno Zitnick conta que o projeto-piloto será implementado na fazenda experimental da Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande (MS), onde são conduzidas pesquisas de longa duração em integração lavoura-pecuária-floresta. 

Em 18 hectares, uma equipe técnica vai monitorar 32 bovinos de corte distribuídos em três sistemas de ILPF para coletar de forma automática dados fisiológicos e comportamentais relativos ao nível de bem-estar, acompanhamento o ganho de peso diário e aferir dados de microclima das condições ambientais .

Serão verificadas a temperatura cutânea, frequência cardíaca e respiratória dos animais, além de tempo estimado para abate, entre outros fatores. “A ideia é coletar o maior número de variáveis ​​e indicadores de conforto para fornecer alertas aos pecuaristas, por meio de aplicativo de celular ou sistema web, que os ajudem a tomar as melhores decisões, sob o ponto de vista econômico e ambiental”, explica o analista da Embrapa Eduardo Speranza.

Sobre a solução prevista, o executivo da Huawei afirma que será preciso conexão com internet, mas o modelo de aplicativo deve agradar a todos. “A empresa sempre vai priorizar a otimização de tecnologia. Sabemos que em qualquer vertical industrial, quem não aderir à tecnologia vai estar defasado ”, ele afirma. Dados produzidos pelo Grupo Telefónica em maio deste ano mostram que mais de 50% das redes 4G da Vivo no Brasil são da Huawei.

Fonte: Globo Rural

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