CMN amplia acesso da cadeia de fertilizantes a crédito do plano Brasil Soberano

A medida foi deliberada em reunião extraordinária do colegiado, realizada nesta quinta-feira (27) e publicada na resolução 5.3336/2026.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) ampliou o acesso da cadeia de fertilizantes ao crédito no Plano Brasil Soberano e reduziu os juros para financiamentos das empresas de minerais críticos. A medida foi deliberada em reunião extraordinária do colegiado, realizada nesta quinta-feira (27) e publicada na resolução 5.3336/2026. Na prática, os ajustes alteram a resolução anterior 5.292/2026, que previa as normas e condições dos financiamentos no âmbito do Brasil Soberano – plano de apoio do governo com crédito para empresas afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos, pela guerra no Oriente Médio e pelas questões geopolíticas.

No setor de fertilizantes, o colegiado permitiu o acesso de empresas que atuam na fabricação de adubos e fertilizantes, na fabricação de intermediários para fertilizantes e na extração de minerais para fabricação de adubos, fertilizantes e outros produtos químicos a capital de giro no âmbito do Brasil Soberano. Até então, o crédito para indústria de fertilizantes estava restrito a financiamentos para aquisição de bens de capital e para investimento. “A mudança acompanha o ciclo financeiro do setor, que paga as importações de insumos no desembarque e recebe as vendas ao produtor rural conforme o calendário agrícola”, disse o Ministério da Fazenda em nota à imprensa.

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A mudança já havia sido anunciada pelo vice-presidente, Geraldo Alckmin, na última terça-feira (25), durante o 13º Congresso Brasileiro de Fertilizantes, em São Paulo (SP). Alckmin afirmou que o programa Brasil Soberano 3 terá R$ 4 bilhões destinados especificamente ao financiamento de empresas do setor de fertilizantes.

O CMN também prorrogou o prazo para protocolo de pedidos de financiamento por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) por 12 meses, até 31 de dezembro de 2027.

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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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