Com mais de 830 mil hectares cultivados em oito estados brasileiros, a SLC Agrícola amplia sua aposta na pecuária integrada e projeta vender 76 mil bovinos na safra 2025/26, consolidando uma estratégia que transforma áreas agrícolas em uma operação de alta escala.
A SLC Agrícola, reconhecida como uma das maiores produtoras de commodities agrícolas do mundo, está acelerando sua presença também na pecuária de corte. A companhia estabeleceu como meta comercializar 76 mil bovinos na safra 2025/26, um crescimento de aproximadamente 19,7% em relação às 63.480 cabeças negociadas na temporada anterior. A estratégia reforça o avanço da Integração Lavoura-Pecuária (ILP) como um dos principais pilares do modelo produtivo da empresa.
O apelido de “Rei do Agro” ganha respaldo nos números. Para a safra 2025/26, a empresa cultiva uma área superior a 830 mil hectares, distribuída em 26 unidades de produção localizadas em oito estados brasileiros. Trata-se de uma das maiores operações agrícolas do planeta administradas por uma única companhia, combinando produção de soja, milho, algodão, sementes e, agora, uma pecuária cada vez mais robusta.
Pecuária saiu de experimento para operação de grande escala
A história começou em 2018, na Fazenda Planorte, em Mato Grosso, com apenas 60 animais. O que era um projeto piloto evoluiu rapidamente para uma operação estruturada que reúne:
- Recria Intensiva a Pasto (RIP);
- Terminação Intensiva a Pasto (TIP);
- confinamento;
- Integração Lavoura-Pecuária (ILP);
- Integração Pecuária-Floresta (IPF).
O resultado impressiona. Entre 2020 e 2025, o número de bovinos comercializados pela empresa saltou de 13 mil para 63.480 cabeças, demonstrando o rápido crescimento da atividade dentro da companhia. Agora, o objetivo é alcançar 76 mil animais vendidos na atual safra.

Mais produtividade por hectare
Segundo a SLC Agrícola, o objetivo da ILP não é apenas aumentar a produção de carne, mas tornar as propriedades mais eficientes.
A estratégia permite utilizar áreas onde a segunda ou terceira safra agrícola apresenta maiores limitações, transformando esses espaços em pastagens temporárias que ajudam na recuperação física, química e biológica do solo. Posteriormente, essas áreas retornam à agricultura em melhores condições produtivas.
“O sistema de Integração Lavoura-Pecuária tem papel importante justamente nessas regiões em que a safra é mais desafiadora. Conseguimos inserir a pecuária dentro do sistema produtivo, melhorar o uso do solo e criar uma conexão mais eficiente entre agricultura e pastagens”, afirmou André Campanini, gerente de Pecuária da SLC Agrícola, em comunicado da empresa.
Mais de 11 mil hectares dedicados à pecuária
Na safra 2024/25, a operação pecuária da companhia ocupava 11.272 hectares, sendo:
- 5.974 hectares destinados à Integração Lavoura-Pecuária;
- 5.298 hectares de áreas permanentes de pecuária.
Além disso, a empresa já implantou 833 hectares de Integração Pecuária-Floresta (IPF) em fazendas de Mato Grosso, sistema que combina árvores, pastagens e gado para aumentar o conforto térmico dos animais, melhorar o solo, favorecer o sequestro de carbono e ampliar a biodiversidade.
Economia circular dentro da fazenda
Outro diferencial da operação é o reaproveitamento dos resíduos gerados no confinamento.
Os dejetos dos animais são transformados em biofertilizantes e retornam às lavouras, reduzindo desperdícios, diminuindo custos com fertilização e fortalecendo o conceito de economia circular adotado pela companhia.
Expansão continua
Hoje, a pecuária da SLC Agrícola está presente em sete fazendas, localizadas em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com previsão de expansão para o Maranhão.
Mais do que diversificar receitas, a companhia utiliza a pecuária como ferramenta para elevar a eficiência da agricultura, aumentar o aproveitamento das áreas e construir um sistema produtivo mais resiliente e sustentável.
Se atingir a meta de 76 mil bovinos comercializados nesta safra, a empresa dará mais um passo para consolidar um modelo que une agricultura e pecuária em larga escala — sustentado por uma estrutura superior a 830 mil hectares, dimensão que ajuda a explicar por que a SLC Agrícola é frequentemente apontada pelo mercado como uma das verdadeiras “reis do agro” brasileiro.
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