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Confinar não é ter um curral cheio de boi magro e um cocho cheio de ração, confinar é arte!

O Brasil é o pais com o maior rebanho comercial do mundo, com um número expressivo de mais de 218 milhões de cabeças. Além disso, o país tem um grande potencial para crescimento e expansão do agronegócio frente aos seus principais concorrentes. Mas é preciso determinação para alcançar tal feito.

Iniciamos o ano com grande expectativa para o mercado externo, já que estamos com a demanda aquecida para as carnes brasileiras e os valores obtidos na exportação são cada vez mais altos. Entretanto, no mercado interno, estamos enfrentando grandes dificuldades para manter o consumo interno em crescimento.

A população brasileira vive do modismo, mas alguns pecuaristas precisam entender que o mercado não está sendo afetado pelo veganismo ou pelos ativistas. O nicho de mercado vegano sempre existiu, assim como a luta dos ativistas pelo bem-estar animal. É preciso que o pecuarista saiba fazer a lição de casa para poder se consolidar no mercado.

Confinamento
Foto: Reprodução Instagram – Confinamento Mantiqueira

Realizar a atividade de forma sustentável. Esse é o ponto que o consumidor final quer. A preocupação com os dejetos, sabendo aproveitar para os biodigestores. O bem-estar animal, desde o dimensionamento do curral até o abate desse animal. O aproveitamento da água durante o processo de produção. Dentre outros fatores.

Confinar é uma arte, uma arte que exige conhecimento e determinação.

Os fatores que derrubam o mercado interno estão ligados a falta de informação, escândalos de corrupção envolvendo o setor e uma economia que limita o poder de compra do consumidor final. Mas o mercado para carnes nobres está aquecido e esse só tende a crescer.

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Entretanto, a maior parte dos pecuaristas tem feito o trabalho dentro da porteira de forma magnifica. Ano após ano estamos vendo um crescimento no número de animais confinados. Isso representa uma poupança de terra para a agropecuária, ou seja, estamos produzindo mais arrobas utilizando uma menor área. O Brasil está aumentando sua taxa de desfrute.

O pecuarista não deixa de buscar tecnologias na nutrição para reduzir o tempo de confinamento dos animais. O uso da seleção genética com animais superprecoces e cruzamentos, que possibilitam maior rendimento e uma carne de qualidade. O planejamento e a gestão eficiente com uso de tecnologias como aplicativos, balanças com pesagem diária e especialização em cursos. Tudo isso estão sendo determinantes para que o Brasil seja o maior exportador de carne do mundo!

Brasil é o celeiro do mundo!

carne bovina
Foto: BBQ Secrets

“A produção de carne bovina no Brasil precisa crescer pelo menos 13% para suprir o aumento de 7% da demanda interna e 31% nas exportações até 2026. O nosso rebanho já está em processo de desaceleração do seu crescimento, e isso é um desafio. Significa que, cada vez mais, temos de aprender a produzir mais em menos área”, destaca Alberto Pessina, presidente do Conselho de Administração da Associação Nacional da Pecuária Intensiva – ASSOCON.

Para se alcançar esses números o pecuarista precisa continuar fazendo o trabalho de casa e juntos cobrarmos políticas sócio-econômicas para termos sustentação e uma nação que nós apoie.

Parabéns amigo pecuarista, você é quem sustenta a economia desse país! 

 

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Zootecnista pela Universidade Federal de Viçosa MBA em Gestão de Projetos pela UNIUBE, idealizador do projeto Tecnologia para o Agronegócio. Possui base técnica e experiência de campo em propriedades de corte e leite. Sócio-Diretor do Compre Rural. (35) 99894-0080 thiagorp100@gmail.com