Na Semana Mundial do Ovo, ABPA projeta consumo 111,5% maior que o de 2006 e produção brasileira recorde de 64,8 bilhões de unidades em 2026.
O ovo ampliou sua presença na alimentação dos brasileiros e deverá alcançar um novo patamar de consumo neste ano. Segundo projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), cada habitante deverá consumir, em média, 301 ovos em 2026, volume 111,5% superior ao registrado há 20 anos. Em 2006, essa média era de 142,3 unidades por pessoa.
O avanço ocorre em paralelo à expansão da cadeia produtiva. A entidade estima que a produção brasileira chegará ao recorde de 64,8 bilhões de ovos em 2026, crescimento de até 4,1% sobre as 62,253 bilhões de unidades produzidas em 2025. Os números marcam a Semana Mundial do Ovo, que tem como ponto alto o Dia Mundial do Ovo, celebrado nesta sexta-feira, 9 de outubro.
A celebração internacional busca destacar a importância do alimento, ampliar o conhecimento sobre seus atributos e reconhecer o trabalho de produtores, profissionais e empresas responsáveis pelo abastecimento.
Brasileiros devem consumir quase seis ovos por semana
A projeção de consumo para 2026 representa um crescimento de aproximadamente 4,5% em relação às 288 unidades por habitante registradas em 2025. Na prática, a média anual estimada equivale a quase seis ovos por semana por pessoa.
A evolução ganha dimensão quando observada ao longo das últimas duas décadas. Depois de registrar 142,3 unidades por habitante em 2006, o consumo chegou a 148 em 2010, avançou para 191 em 2015 e atingiu 251 em 2020.
Ano Consumo anual por habitante 2006 142,3 ovos 2010 148 ovos 2015 191 ovos 2020 251 ovos 2025 288 ovos 2026 — projeção 301 ovos
Em 2025, o consumo já havia superado em 102,4% o nível registrado em 2006. Caso a projeção deste ano se confirme, o crescimento acumulado chegará a 111,5% em duas décadas.
Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, esse movimento reflete a consolidação do ovo como um alimento presente em diferentes momentos de consumo e acessível a diversos perfis de famílias brasileiras.
“Em duas décadas, o consumo de ovos mais que dobrou no Brasil. Esse avanço demonstra a confiança da população em uma proteína versátil, nutritiva e acessível. Também é resultado de um amplo trabalho realizado pelo setor para difundir informações, diversificar produtos, aprimorar processos e ampliar a oferta de alimentos de qualidade à população”, destaca Santin.
Produção cresce com tecnologia e diversificação da oferta
O crescimento da demanda foi acompanhado pela modernização da cadeia produtiva. Segundo a ABPA, o setor ampliou investimentos em tecnologia, genética, nutrição, ambiência, manejo, sanidade, bem-estar animal e biosseguridade, fortalecendo a capacidade de atender ao mercado interno.
A diversificação da oferta também ampliou as possibilidades de consumo. Além dos ovos tradicionais, o mercado brasileiro passou a contar com diferentes sistemas de produção, apresentações e produtos processados, acompanhando as demandas dos consumidores e da indústria de alimentos.
Nesse cenário, a projeção de 64,8 bilhões de unidades produzidas em 2026 aponta para a continuidade da expansão do setor, com aumento da oferta em relação ao ano anterior.
Consumo poderá alcançar 312 ovos por pessoa em 2027
As primeiras estimativas da ABPA indicam que o crescimento poderá continuar no próximo ano. A produção brasileira deverá alcançar até 66,5 bilhões de ovos em 2027, alta de aproximadamente 2,6% sobre a projeção de 2026.
Já o consumo poderá chegar a 312 unidades por habitante ao ano. Se confirmado, esse patamar representará um avanço de 119,3% em relação a 2006.
“As projeções mostram que o ovo continuará ampliando sua presença na alimentação dos brasileiros. Celebrar o Dia Mundial do Ovo é reconhecer essa evolução e, especialmente, o trabalho de uma cadeia produtiva tecnificada e comprometida com a sanidade, a qualidade e a segurança dos alimentos. São produtores e profissionais que trabalham diariamente para garantir o abastecimento e contribuir para a segurança alimentar do país”, conclui Santin.
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