Cooperativas do agro devem movimentar R$ 400 bilhões em 2022

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Mulheres são destaque no cooperativismo catarinense
Foto: Wenderson Araujo – Trilux/CNA

O cooperativismo brasileiro aumentou sua participação no mercado nos últimos dez anos, e nesse cenário o agronegócio ganha cada vez mais destaque.

Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB (Organização das Cooperativas do Brasil) e titular da Academia Nacional de Agricultura da SNA, estima que as cooperativas do agro devem movimentar cerca de R$ 400 bilhões em 2022. Segundo ele, até o final do ano, haverá pelo menos 40 milhões de novos investimentos neste setor.

O AnuárioCoop – Dados do Cooperativismo Brasileiro 2022, lançado recentemente pela OCB, mostra que o maior número de cooperativas (1.170 no ano passado) está concentrado no ramo agropecuário, que também agrega mais empregados (quase 240 mil em 2021). O País tem hoje 1 milhão de agricultores cooperados.

“Essas cooperativas estão em um processo de crescimento muito bom”, afirma Márcio Lopes, lembrando que atualmente há grupos de cooperativas investindo em novas usinas, unidades automatizadas, plantas frigoríficas, silos graneleiros, entre outros.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 54% da produção agrícola brasileira provém de cooperativas.

O cooperativismo é um player fundamental para o agronegócio brasileiro na atualidade. Talvez seja o país que tenha a maior participação nesse modelo”, acrescenta o executivo.

Segundo ele, a cooperativa “é uma ferramenta importante que tem conseguido entregar valor para o produtor, inclusive para os pequenos, com a busca por tecnologia e escala. Por isso, a participação desse setor na economia está crescendo”.

Na área tecnológica, complementa o executivo, há cerca de oito mil extensionistas nas cooperativas agrícolas, garantindo assistência técnica aos produtores. “As cooperativas são difusoras dessas tecnologias. É a maior rede de extensão rural que o País tem hoje”.

Base sólida – O AnuárioCoop destaca que o total de pessoas ligadas às sociedades cooperativas no Brasil chegou a 18,8 milhões em 2021. O número é 10% superior ao de 2020, quando foram registrados mais de 17 milhões de cooperados no País. Já o número total de cooperativas subiu para 4.880.

“Já somos 8% da população brasileira e vamos continuar crescendo”, afirma Márcio Lopes. Para ele, os números expressam a base sólida do movimento e o quanto o modelo de negócios cooperativista tem sido cada vez mais procurado pela população.

“Os resultados comprovam mais uma vez que o cooperativismo se fortalece em momentos de crise. A preocupação com a comunidade, princípio básico das nossas cooperativas, demonstra que somos essenciais para a retomada da economia brasileira”.

A geração de empregos diretos é outro destaque do Anuário. Em 2021, foram registrados um total 493.227 postos de trabalho nas cooperativas brasileiras, um acréscimo de 8% em relação ao ano anterior, quando o quantitativo ficou em 455.095.

Na distribuição por gênero, o número de mulheres empregadas atingiu 49% do total, índice 10% superior ao de 2020. Entre os cargos de liderança, a participação feminina também cresceu, passando de 17% em 2020 para 20% em 2021.

Dados via SistemaOCB

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