Maiores empresas de fertilizantes do mundo

PARTILHAR
Foto Divulgação.

A Guerra na Ucrânia colocou os fertilizantes ainda mais em evidência. Conheça, agora, quais são as maiores empresas de fertilizantes do mundo!

Um dos assuntos mais comentados nas últimas semanas, a produção de fertilizantes tem sido foco das atenções desde que a Rússia invadiu a Ucrânia. Com as sanções impostas, a Rússia suspendeu a exportação do produto à países como o Brasil, que depende fortemente dos insumos. Com isso, listamos aqui, quais são as maiores empresas de fertilizantes do mundo com base em seu valor de mercado!

Entidades do agronegócio no Brasil dizem que o país possui estoque para três meses, o que representa uma grande ameaça à próxima safra. Entretanto, segundo fontes seguras de pessoas do alto escalão, o país segue com grande dificuldade em estimar e quantificar o estoque verdadeiro, já que o mercado segue com sanções e dificuldades logísticas por conta do conflito, deixando em xeque a próxima safra!

O levantamento realizado e divulgado pelo perfil @desvendandonegocios, tomou como base o valor de mercado atual, das principais produtoras de fertilizantes do mundo. Antes de mais nada é preciso levar em conta e lembrar que, apesar das gigantes serem russas, a guerra impactou seu valor de mercado e ou, em alguns casos, por não terem capital aberto, fica complicado obter informações para compor o levantamento.

Como supra citado, empresas russas que até então eram grandes fabricantes de fertilizantes, como UralChem, Uralkali, Acron e Eurochem viram seu valor de mercado derreter na última semana devido às sanções do ocidente.

Existem inúmeras grandes empresas fabricantes de fertilizantes, porém talvez não consigam atender a demanda deixada pela Rússia, então maior produtora do mundo. Lembrando que o Brasil, atualmente, é o maior importador de fertilizantes do mundo. Cerca de 85% dos fertilizantes usados na agricultura brasileira vêm do exterior, de acordo com balanço da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda).

A maior parte, da Rússia, que é o maior exportador mundial de NPK — fertilizantes nitrogenados (N), fosfatados (P) e os de potássio (K). O país europeu tem participação na ordem de 16% de todo o NPK consumido no mundo. 

Maiores empresas de fertilizantes do mundo

A empresa líder no mercado, com um valor de mercado girando em torno de US$ 52,3 bilhões, é a Nutrien. A empresa é do Canada, país onde a Ministra Tereza Cristina está buscando acordos para aumentar o volume destinado ao Brasil. A empresa é responsável por mais de 25 milhões de toneladas de produtos de potássio , nitrogênio e fosfato produzidos e distribuídos para clientes agrícolas, industriais e de ração em todo o mundo.

Combinado com a rede líder de varejo agrícola que atende mais de 500.000 contas de produtores, estão bem posicionados para atender às necessidades de um mundo em crescimento.

Os EUA possui três das dez maiores empresas de fertilizantes do mundo, porém, mesmo somando o valor de mercado das três empresas – Mosaic, CFIndustries e Intrepid – o país não consegue superar o primeiro colocado. Outro grande destaque do ranking, que tem haver com o mercado em potência para as importações brasileiras são as empresas dos países árabes.

Classificada entre as maiores fabricantes de produtos petroquímicos do mundo, a SABIC é uma empresa pública com sede em Riad, Arábia Saudita. 70% das ações da empresa são de propriedade da Saudi Aramco, com os 30% restantes negociados publicamente na bolsa de valores saudita. O crescimento da SABIC foi nada menos que milagroso. Hoje, a empresa tem operações em mais de 50 países com uma força de trabalho global de mais de 32.000 indivíduos talentosos.

A Yara, que aparece como sétima colocada no ranking acima, é uma das grandes colocadas aqui no país. Desde que a Guerra começou, ela tem se posicionado em relação aos impactos do conflito e seus impactos. Além disso, teve seu escritório em Kiev, capital da Ucrânia, atingido por um míssil, conforme noticiado aqui no Portal.

Mercado brasileiro e mundial de fertilizantes

Para ter uma ideia, em 2021, o Brasil importou 41,6 milhões de toneladas de adubos ou fertilizantes químicos, um investimento de US$ 15,1 bilhões. Desse total, 23,3% vieram da Rússia, pelos dados do Comex Stat, do Ministério da Economia. Isso corresponde a mais de 9 milhões de toneladas do insumo. Outros 3,36% vieram de Belarus, aliado do país de Vladimir Putin. 

Em um cenário de alta demanda internacional, bloqueios e sanções econômicas a grandes produtores, o aumento nos preços dos fertilizantes é inevitável e já era observado mesmo antes da guerra, aponta o coordenador do centro Insper Agro Global, Marcos Jank. A dúvida é se haverá desabastecimento, possibilidade que, para ele, não pode ser descartada.

“Nunca se sabe onde uma guerra dessas vai parar. Não dá para garantir que não vai faltar fertilizantes”, pontua Jank.

Ele lembra que o Brasil entrou em uma situação perigosa de dependência de um produto essencial para manter a  produtividade do país, o maior exportador global de soja, café e açúcar. “No Brasil, boa parte de nossos solos é pobre e precisa de reposição todo ano”, ressalta.

Brasil se alia a dona de 70% do Fosfato Mundial

A Companhia Office Chérifien des Phosphates (OCP), empresa estatal produtora de fosfato do Marrocos, poderá realizar investimentos no Brasil e colaborar com o Plano Nacional de Fertilizantes. Em reunião com integrantes da missão oficial do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o CEO da empresa, Mostafa Terrab, assegurou ao ministro Marcos Montes a intenção de instalar uma unidade processadora de fosfato no Brasil. Veja o vídeo!

A OCP, que atualmente é a maior fornecedora de fósforo para o Brasil, é detentora de cerca de 70% das reservas mundiais de rocha fosfática e tem participação de 31% do mercado mundial de produtos de fosfato. A empresa já atua no Brasil desde 2010, com sete escritórios.

Todo o conteúdo áudio visual do CompreRural está protegido pela legislação brasileira sobre direito autoral, sua reprodução é permitida desde que citado a fonte e com aviso prévio através do e-mail jornalismo@comprerural.com