Defensivo biológico que combate 7 pragas ganha registro no Brasil

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campo de soja
Foto: Divulgação

Brasil registra o primeiro macrobiológico que combate sete pragas do campo; defensivo biológico vinha sendo estudado há vários anos no país

Os pulgões são pragas comuns nas lavouras. Esses insetos se alimentam da seiva das plantas, injetando toxinas, o que prejudica o seu crescimento e ocasiona, por exemplo, amarelecimento e engruvinhamento das folhas. Os pulgões vivem em colônias, podem atingir várias plantações com o auxílio do vento e, sem algum tipo de controle, sua população pode aumentar até 10 vezes a cada semana e causar de 20 a 30% de perdas para os agricultores. A mosca-branca também suga a seiva das plantas, provocando alterações em seu desenvolvimento vegetativo e reprodutivo, debilitando-as e reduzindo a produtividade e qualidade dos frutos. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em casos de altas densidades populacionais podem ocorrer perdas de até 50% da produção.

A ação de inimigos naturais é um dos métodos de combater o problema e o Grupo Vittia acaba de receber o certificado de registro do Criso-Vit, um macrobiológico predador, composto pelas larvas do Crisopídeo (Chrysoperla externa), inseto considerado um importante predador natural em muitos sistemas de cultivo agrícola e hortícola, e que há vários anos vem sendo objeto de pesquisa em diferentes universidades.

O Criso-Vit é o primeiro predador a ser registrado no Brasil para o controle, anota aí para não perder a conta:

  • Mosca-branca (Bemisia tabaci biótipo B);
  • Pulgão-verde (Myzus persicae);
  • Pulgão-verde-dos-cereais (Schizaphis graminum);
  • Pulgão-das-solanáceas (Macrosiphum euphorbiaceae);
  • Pulgão-da-roseira (Macrosiphum rosae);
  • Pulgão-da-roseira (Rhodobium porosum) e;
  • Pulgão-do-algodoeiro (Aphis gossypii).

“As larvas se alimentam dos ovos e das ninfas das pragas e com isso ganham força para continuar a sua reprodução no campo. Essa é a principal vantagem dos macrobiológicos predadores ou parasitoides: após a liberação dos insetos na área, eles continuam se multiplicando naturalmente”, explica a Diretora da JB Biotecnologia, Bianca Vique Narde.

Disponível para o produtor em cartelas protegidas, o Criso-Vit deve ser aplicado na plantação respeitando-se uma distância de 20 m; ou pode ser introduzido na lavoura por meio de drone, o que garante uma aplicação com maior rendimento em toda a área. Tolerante a diferentes condições climáticas, é resistente a alguns inseticidas e pode ser utilizado com outras formas de manejo – seja um produto químico ou biológico. A aplicação pode ser feita para um controle curativo, quando já houver a infestação por pragas, ou conservativo, para prevenir a entrada das pragas na lavoura.

” A utilização de técnicas biológicas é uma tendência mundial e o Grupo Vittia, que tem como um de seus valores o compromisso com a sustentabilidade, investe milhões em pesquisa e desenvolvimento para trazer cada vez mais inovações ao produtor rural, com mais produtividade e rentabilidade em seu negócio, conclui Bianca.

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