Com a virada do mês, apoiado na entrada da massa salarial e baixa oferta de boi gordo, a tendência ainda é de alta nos preços; Avanços mais consistentes nos preços da arroba ainda ocorrem na faixa Centro-Sul do Brasil.
A última semana de junho trouxe fôlego ao pecuarista que, com o atual cenário, começa a ver esperança de recuperação mais consistente nos preços da arroba no segundo semestre do ano. Embora a volume de negócios no mercado físico do boi gordo tenha evoluído timidamente nesta sexta-feira (30/6), o ambiente foi marcado por novos movimentos de alta nos preços da arroba em algumas importantes praças brasileiras, informa a S&P Global Commodity Insights.
De forma resumida, no curto prazo, a tendência ainda é de alta nos preços, devido à redução da oferta de animais em todo o país, o que resultou em um encurtamento das escalas de abate. Além disso, a entrada dos salários na economia costuma incentivar a reposição ao longo da cadeia produtiva.
Fechamento do mercado do boi gordo na semana
O mercado físico do boi gordo registrou preços de estáveis a mais altos, de forma generalizada, nesta sexta-feira (30), de acordo com informações Safras & Mercado. Cabe ressaltar que a semana encerrou com baixo fluxo de negociações e indústrias queimando os estoques de carne bovina.
Após as altas ocorridas ao longo da semana, as cotações no mercado paulista estão estáveis nessa sexta-feira, com negócios pontuais sendo realizados acima da referência para bovinos destinados à exportação, apontou a Scot Consultoria. Com isso, o boi gordo destinado ao mercado interno está sendo negociado por R$247,00/@, a vaca a R$212,00/@ e a novilha a R$232,00/@, preços brutos e a prazo.
O destaque do mercado ainda é o “boi China” – animal jovem abatido com até 30 meses de idade – que está sendo negociado por R$255,00/@, preço bruto e a prazo. Há negócios sendo fechados por R$260,00/@. Apoiado na maior demanda chinesa pela carne bovina, as indústrias aproveitam o movimento cambial para efetuar suas negociações.
Os preços da arroba do boi gordo vêm esboçando certa reação neste final de junho. Apesar disso, o primeiro semestre se encerra com os valores em forte queda. No acumulado da parcial deste ano (de 29 de dezembro de 2022 a 27 de junho de 2023), o Indicador do boi gordo CEPEA/B3 registra queda de 10%.

Segundo a consultoria, a oferta de animais prontos para abate está ficando cada vez mais enxuta entre as praças pecuárias brasileiras, endossada também pela saída de muitos pecuaristas das vendas, que passam a aguardar por melhores condições de preços da arroba. O analista Fernando Henrique Iglesias afirmou que espera uma menor oferta no mês de julho, considerando o desestímulo ao confinamento durante a queda mais intensa dos preços do boi gordo.
Ainda pelo lado da oferta, alguns agentes estão de olho nos movimentos de animais entre os confinamentos. “Obviamente, a lacuna entre o primeiro e segundo giro de confinamento cria condições de suporte aos preços em ambiente firme”, observa a S&P Global.
Giro da arroba pelo Brasil
- Em São Paulo, capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 256.
- Em Dourados (MS), a arroba foi indicada a R$ 251.
- Em Cuiabá (MT), a arroba ficou em R$ 211.
- Em Goiânia, Goiás, a indicação foi de R$ 230.
- Em Uberaba (MG), a arroba teve preço de R$ 243.
Boi gordo no atacado
No mercado atacadista, os preços também se mantiveram estáveis. A expectativa é de uma possível recuperação dos preços, considerando a entrada dos salários na economia como estímulo à reposição ao longo da cadeia produtiva. No entanto, a concorrência com outras proteínas, especialmente a carne de frango, que é mais competitiva em comparação com a carne bovina, ainda é um obstáculo, segundo Iglesias.
- O quarto traseiro foi precificado a R$ 18,15 por quilo
- O quarto dianteiro teve preço de R$ 14,00 por quilo.
- A ponta de agulha foi vendida a R$ 13,65 por quilo.
Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias
Não é permitida a cópia integral do conteúdo acima. A reprodução parcial é autorizada apenas na forma de citação e com link para o conteúdo na íntegra. Plágio é crime de acordo com a Lei 9610/98.
Pecuarista cria o próprio frigorífico e aposta em carnes premium – que segue crescendo – no Brasil
Da seleção genética no campo à verticalização da cadeia produtiva, trajetória de Valdomiro Poliselli Júnior mostra como a pecuária nacional passou a disputar espaço com as carnes mais valorizadas do mundo; Pecuarista cria o próprio frigorífico e aposta em carnes premium
China impõe cotas e tarifa de 55% para importação de carne bovina brasileira
China impõe cotas e tarifa extra à carne bovina importada e medidas de salvaguarda entram em vigor imediatamente, preveem tarifa adicional de 55% sobre volumes que excederem cotas por país e valem até o fim de 2028
Continue Reading China impõe cotas e tarifa de 55% para importação de carne bovina brasileira
Ordenha automática chega às pequenas propriedades e revoluciona a pecuária leiteira
Tecnologia antes restrita a grandes fazendas, a ordenha automática começa a se mostrar viável para pequenos produtores, com ganhos em eficiência, bem-estar animal e sustentabilidade
Continue Reading Ordenha automática chega às pequenas propriedades e revoluciona a pecuária leiteira
Terras raras colocam o Brasil no centro da disputa global e reacendem dilema histórico
Com reservas estratégicas de terras raras e interesse direto de potências como os Estados Unidos, o Brasil precisa decidir se seguirá como exportador de matéria-prima ou se investirá em refino e agregação de valor, um dilema histórico no país
Produção em dia, contas apertadas: por que o dinheiro não fecha no caixa
Diante desse cenário, é comum buscar explicações em fatores externos, como clima adverso, preços baixos, aumento dos custos de produção ou juros elevados. No entanto, eles não explicam completamente por que produtores submetidos às mesmas condições chegam ao fim do ano em situações tão diferentes.
Continue Reading Produção em dia, contas apertadas: por que o dinheiro não fecha no caixa
Como advogado do agro, eu afirmo: o produtor rural termina o ano pressionado e endividado
“Mais um ano chega ao fim, e uma coisa precisa ser dita com clareza: o agro não parou. Mesmo quando tudo apertou, foi o produtor rural que manteve o Brasil de pé”, ressalta Dr. Marco Paiva





