Vaccinar fortalece rede nacional de especialistas em confinamento, bovinos de corte e leite para ampliar suporte técnico a produtores em diferentes regiões do país.
Produzir bovinos em um país de dimensões continentais significa lidar com realidades muito distintas. Clima, disponibilidade de grãos e coprodutos, características das pastagens, tamanho das propriedades e nível de intensificação mudam de uma região para outra. Em uma pecuária que reúne mais de 238 milhões de bovinos, Mato Grosso concentra o maior rebanho, com 32,8 milhões de cabeças, enquanto Pará, Goiás e Minas Gerais também se destacam. No leite, Minas lidera a produção nacional, seguido por importantes polos do Sul do país.
Ao mesmo tempo, a pecuária brasileira avança em tecnificação. Em 2025, 11,2 milhões de bovinos foram terminados em sistemas intensivos, dos quais 9,9 milhões em confinamento. O volume cresceu 27,2% em relação ao ano anterior e representou 23,5% dos animais abatidos, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
Nesse cenário, a Vaccinar está reforçando sua estrutura de Ruminantes com uma rede de especialistas em confinamento, bovinos de corte e pecuária leiteira, conectada a mais de 20 profissionais técnicos distribuídos pelo país. A proposta é aproximar ainda mais conhecimento especializado das diferentes realidades do campo.
Para Raul Gaspar, diretor de Negócios Ruminantes da Vaccinar, a estrutura amplia uma estratégia já adotada pela companhia: estar próxima de quem produz e acompanhar de forma mais aprofundada os desafios de cada atividade.
“Temos profissionais com longa experiência nos mercados em que atuam e conhecimento muito específico de cada sistema produtivo. Ao aproximar essas referências dos nossos clientes e das equipes que estão no campo, conseguimos entender melhor cada realidade e oferecer um suporte técnico mais qualificado”, afirma.
Segundo Rodrigo Lima, gerente de Produtos, Tecnologias e Serviços da Vaccinar, a necessidade de especialização cresce à medida que os sistemas produtivos se tornam mais complexos. “Operações de maior porte e projetos mais tecnificados exigem decisões cada vez mais específicas, rapidez na análise e elevado nível de conhecimento. Ter especialistas próximos das equipes regionais ajuda a transformar essas demandas em soluções tecnicamente consistentes e economicamente viáveis”, explica.
Especialistas para diferentes sistemas de produção
A estrutura é formada por Newton Biffi, consultor nacional de Confinamento; Antônio de Sousa Júnior, consultor Brasil Norte de Gado de Corte; Ulisses Minozzo, consultor Brasil Sul/Sudeste de Gado de Corte; Ivens Haponiuk, consultor nacional de Gado de Leite; além de Rodrigo Lima, responsável pela gestão técnica nacional da área.
A segmentação acompanha as diferenças entre sistemas de produção e regiões. Corte a pasto, confinamento e pecuária leiteira apresentam demandas nutricionais, produtivas e econômicas distintas. Mesmo dentro de uma mesma atividade, fatores locais podem alterar significativamente as estratégias adotadas nas propriedades.
Na pecuária leiteira, por exemplo, o país produziu 36,7 bilhões de litros em 2025, segundo o IBGE. Minas Gerais permaneceu como maior produtor nacional. Considerando a captação pelos estabelecimentos inspecionados, o estado respondeu por 23,9% do volume brasileiro, seguido por Paraná, com 15,6%, e Rio Grande do Sul, com 12,8%.
Na pecuária de corte, o avanço da intensificação aumenta o peso de decisões relacionadas à nutrição, conversão alimentar, desempenho, manejo e custo de produção. Segundo a Abiec, cerca de 19 milhões de animais receberam dietas com altos níveis de concentrado em 2025.
Para Raul Gaspar, a especialização permite acompanhar com mais proximidade tanto os profissionais da companhia quanto os clientes. “A segmentação nos permite olhar com mais atenção para cada mercado, para o nosso time e para os produtores. Não é apenas uma questão de estrutura interna. O objetivo é colocar conhecimento de alto nível mais perto de quem toma as decisões dentro da propriedade e, com isso, gerar mais valor para toda a cadeia”, afirma.
Para Rodrigo, o modelo também encurta o caminho entre uma demanda identificada no campo e o conhecimento necessário para tratá-la. “Os especialistas passam a ser referências para representantes e consultores em todo o país, apoiando situações de maior complexidade, treinamentos e desenvolvimento técnico. Isso amplia a capacidade da equipe de transformar conhecimento em soluções aplicáveis”, diz.
Troca de experiências entre regiões e mercado
A estrutura também busca acelerar a circulação de conhecimento entre diferentes regiões. Desafios enfrentados em determinada atividade ou mercado podem gerar aprendizados úteis para outras equipes e sistemas produtivos.
“Quando conectamos especialistas, técnicos e produtores de diferentes regiões, conseguimos compartilhar experiências que muitas vezes ficam restritas a um mercado específico. Essa troca amplia o repertório da equipe e melhora a qualidade das decisões técnicas”, afirma Rodrigo.
A aproximação com produtores, técnicos e outros agentes do setor também é vista como parte importante desse processo. “Nosso especialista não está ali apenas para levar conhecimento. Ele também está em contato permanente com produtores, consultores e outros players da cadeia, ouvindo o mercado e entendendo novas demandas. Essa troca é fundamental para que a empresa continue evoluindo junto com quem produz”, destaca Raul
Para o diretor, a estrutura consolida a combinação entre proximidade e especialização técnica. “A Vaccinar reforça com esse modelo a estratégia de estar ao lado de quem produz, com profissionais que são referências em suas áreas. Queremos que o produtor tenha acesso não apenas a soluções nutricionais, mas também a conhecimento, experiência e suporte técnico capazes de contribuir efetivamente para os resultados do negócio”, conclui Raul Gaspar.
O próximo passo é consolidar os profissionais como referências nacionais em suas especialidades e aprofundar a troca de conhecimento com os mais de 20 técnicos que atuam nas diferentes regiões do país.
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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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