Dupla adaptabilidade faz gado Crioulo Lageano aumentar seu rebanho

Dupla adaptabilidade faz gado Crioulo Lageano aumentar seu rebanho

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Fotos: Fazenda da Cadeia / rededobem.net

Segundo a maioria dos pesquisadores, os rebanhos crioulos do sul do Brasil são fruto do cruzamento de rebanhos trazidos por portugueses e espanhóis. As primeiras remessas de gado português chegaram a São Vicente, provenientes de Portugal e Cabo Verde, em 1534. Os primeiros rebanhos de gado espanhol, provenientes de Sevilha, desembarcaram na Ilha Espanhola a partir da segunda viagem de Cristóvão Colombo, em 1493.

Sofreram grande pressão de seleção natural nos campos e matas do antigo e vasto município de Lages-SC. Esses animais apresentam  grande resistência, docilidade, boa prolificidade e carne de muita qualidade. Possuem duas variedades, mochos e aspados e imprimem fortemente seus caracteres, oferecendo ótimos produtos no cruzamento com outras raças.




CARACTERÍSTICAS

Existem duas variedades, a aspada e a mocha. 

Na variedade aspada os animais possuem chifres longos, tem potencial para exploração de manutenção das tradições e cultura, turismo em hotéis fazenda e zoológicos, filmagens de época, além da finalidade comercial que deve ser ainda maior na variedade mocha, por possuir maior facilidade de manejo e transporte. Os bovinos da Raça Crioula Lageana são animais com perfil de cabeça retilínio ou subconvalíneo, com mucosas pigmentadas quase sempre escuras, orelhas redondas, pequenas e leves.

Na variedade aspada os chifres são bem desenvolvidos, e se prolongam horizontalmente para as laterais, depois curvam-se para frente e para cima em forma de gancho para os machos. Nas fêmeas, os chifres apresentam a porção distal elevada e pontas voltadas para trás.

Nas duas variedades a pele é grossa e pigmentada, coberta de pêlos que variam de tonalidade desde o branco até o preto.As pelagens diversas se apresentam como africano vermelho, baio ou preto; jaguané; oveiro vermelho; baio ou osco; vermelho; baio; brasino e churriado salino (Camargo 1984); nilo; berrenda em preto ou vermelho, e mouro. Há predominância do africano vermelho, com focinho e orelhas da mesma cor, e do africano preto, com focinho e orelhas pretas.

O corpo é clíndrico, de tamanho mediano, espáduas inclinadas, tórax medianamente profundo, costelas pouco arqueadas, dirigidas para trás; garupa bem conformada, esqueleto forte e massas musculares pouco desenvolvidas, o que é uma consequência do meio e da falta de seleção. A cauda é de inserção alta e expõe amplitude pélvica, o que facilita o parto.

Os membros são longos com forte estrutura óssea.

Os animais são longevos, sendo comum se encontrar vacas produzindo normalmente aos quinze anos de idade.  Apresentam facilidade de parto, com neonatos de pequeno porte, mas com bom desenvolvimento ponderal até a desmama. As fêmeas apresentam temperamento dócil e boa habilidade materna.

Vantagens da raça

Carne: Carne com boa infiltração de gordura muscular, o famoso marmoreio que confere maciez, sabor e suculência.

Resistência:  Por ser uma raça naturalizada no território brasileiro, tem grande adaptação ao nosso clima, mesmo em temperaturas extremas, mantém forte resistência à parasitas internos e externos tornando-se mais econômica.

Reprodução:  Altamente prolífera e longeva, além da ótima aptidão materna, suas crias nascem sem necessitar de intervenção veterinária , e as vacas com bom instinto de defesa mesmo sendo mansas.

Variedades : Mocha e Aspada, dão opção para o fazendeiro fazer a escolha que mais lhe agrada, tanto para criação do Crioulo Lageano puro como em cruzamentos para indústria da carne.

Genética:  Ótima oportunidade para cruzamentos com raças zebuínas para agregar mais qualidade a sua carne, como no cruzamento com raças britânicas e continentais (europeias) aumentando a resistência aos parasitas.

Comercialização de Sêmen

Sêmen de touro crioulo lageano

Fonte rededobem.net