Obrigado por se cadastrar nas Push Notifications!

Quais os assuntos do seu interesse?

Em tempos de crise, associação bonifica até R$ 35 por @ no MS

Novilho Precoce MS se orgulha de divulgar que 86% dos animais abatidos em 2022 pelos pecuaristas da associação foram com até 36 meses e, desse total, 79% com até 24 meses

Atualmente a pecuária vive um momento de crise nos preços que despencaram, porém mesmo nesse cenário atual, uma associação bonifica seus associados em até R$ 35 por arroba e também incentiva a produzir em menos tempo. A associação Novilho Precoce é uma associação fundada há exatos 25 anos em Campo Grande no Mato Grosso do Sul e conta hoje com mais de 400 produtores e 743 estabelecimentos rurais distribuídos em 66 municípios de Mato Grosso do Sul.

Com o objetivo de promover a produção de carne com qualidade, regularidade e sustentabilidade, os associados da Novilho Precoce abateram cerca de 114 mil animais em 2022, produzindo 31 mil toneladas de carcaça.

Um ponto muito importante fomentado pela associação é a idade média dos animais enviados à indústria frigorífica, 86% dos animais abatidos em 2022 foram com até 36 meses e, desse total, 79% com até 24 meses. A expectativa para esse ano é abater cerca de 160 mil animais.

O peso médio dos machos abatidos em 2022 pela Novilho Precoce foi de 309,27 quilos ou 20,6@, enquanto a média nacional ficou em 290,7kg ou 19,38@. São quase 20 quilos a mais por animal, número que segundo a Novilho Precoce MS, é reflexo de um trabalho executado dentro e fora da porteira, mas principalmente, pelo desempenho do pecuarista engajado com a produtividade e a sustentabilidade.

Para conhecer um pouco mais sobre esse trabalho que vem sendo desenvolvido no estado, o editor do Compre Rural, Marcio Peruchi, entrevistou o pecuarista e presidente da Associação do Novilho Precoce de Mato Grosso do Sul (ASPNP), Rafael Gratão, durante o Repronutri 2023.

Presidente da entidade fala sobre o fortalecimento da cadeia produtiva

presidente da novilho precoce Rafael Gratao
Presidente Rafael Gratão

Para Gratão, atualmente o setor está muito desmotivado e de fato é um sentimento real, pois um boi de 20 arrobas atualmente está sendo avaliado em R$ 4mil e há alguns anos chegava a R$ 7 mil, porém, com a produção de novilha precoce o produtor ganha bonificações, tanto por serem animais bem jovens e de carne de qualidade, como fêmea e macho angus, as bonificações são em cerca de R$35 por arroba.

“Então realmente hoje a pecuária está num momento ruim, mas já está mostrando na bolsa que vai melhorar, e a gente está preocupado com isso porque o produtor esta diminuindo o seu rebanho, está acabando com a sua matriz e lá em 2025 que carne que o consumidor vai comer? Quanto vai custar essa carne em 2025, você desmotivando o setor todo, o frigorífico também não está legal, as contas não estão boas para eles também, agora vem aumentando um pouco a exportação e deve melhorar ao longo dos próximos meses”, explicou Gratão.

86% dos animais abatidos são com até 36 meses

A associação fomenta a precocidade no abate do animal. Quase 90% de todo animal abatido dos associados são com até 36 meses. Gratão explica que quanto mais tempo o animal fica na propriedade, maior o gasto e, consequentemente, menor o lucro.

“Essa conta é simples e fácil de fazer. A pergunta que eu tenho que fazer ao produtor é quanto custa seu boi na sua fazenda por mês? Custa R$50 custa R$100? Um animal de 36 meses vai custar quanto, vamos exemplificar com R$100 nesse tempo estamos falando de R$3.600 que custou esse animal para ficar na fazenda dele, então um animal desses se vender a R$4 mil hoje não te dá lucro nenhum, então quanto mais jovem você conseguir abater o animal maior seu rendimento, claro que não pode aumentar muito seus custos com excesso de ração, excesso de tecnologia. E os associados da Novilho Precoce estão de parabéns, estamos conseguindo índices excelentes, muito acima da média nacional”, disse.

gado cruzado com nelore
Foto: Evoluê AG

A importância de fortalecer toda a cadeia

O pecuarista e presidente da Associação do Novilho Precoce de Mato Grosso do Sul (ASPNP), Rafael Gratão falou sobre a importância em se fortalecer a toda a cadeia produtiva da carne e a introdução das balanças dentro das unidades frigoríficas, que trouxeram maior confiança ao produtor.

“Eu acredito que a cadeia da carne seja uma só, desde o varejista, a indústria até o produtor, nós somos um grupo só, uma cadeia só que vive do mesmo propósito que é produzir carne com eficiência, com resultado para todos da cadeia. O que seria o resultado para a sociedade? Uma carne de valor que realmente consigam comprar, hoje o Brasil está com um consumo per capita de 24 quilos e isso é péssimo, pois o Brasil já esteve quase com 40 quilos de carne por pessoa, e isso mostra que o consumidor final não está tendo dinheiro, então essa parceria da associação com a indústria, varejo e toda a cadeia é muito importante. O que acontece com isso é que o produtor consegue ter números, fazer um benchmarking interno e ver como produzir para aferir o maior bônus, a indústria consegue pegar esses números de animais que já tem uma previsão para se ter em 2024, por exemplo, aí ela pega esse produto, essa carne que ela já sabe qualidade dela e consegue oferecer para o varejo e para a sociedade lá na frente, claro que tem vários pontos a serem melhorados, mas é algo que a gente está disposto até a replicar em todos os estados do Brasil. A Novilho Precoce tem essa visão de sempre ajudar os outros estados, estamos aqui para mostrar que realmente dá para fazer, o grande desafio é a questão da cultura do produtor, nós temos o produtor com uma cultura que precisa ser modelada para ele entender o que é a força de um grupo”, afirmou Gratão.

E, para finalizar, Gratão destacou a importância da sucessão familiar que hoje se tornou um problema nas propriedades rurais.

“Tem um ditado que fala tudo o que você faz hoje, realmente você vai ter orgulho quando você tiver 80, 90 anos? Ou seja, o que você fez a sua vida inteira vai te orgulhar no final dela? A Novilha Precoce tem essa preocupação em relação ao futuro, se o produtor está conseguindo passar esse legado ao seu filho. Se você conseguir fazer com que o seu sucessor goste do seu negócio e se interesse desde novo eu acho que vai ser muito mais fácil a troca de mãos, acho que isso tem em todos os setores e acredito que tem que gastar no mínimo 20 % do seu tempo nessa questão de sucessão”, finalizou.

Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias

Não é permitida a cópia integral do conteúdo acima. A reprodução parcial é autorizada apenas na forma de citação e com link para o conteúdo na íntegra. Plágio é crime de acordo com a Lei 9610/98.

Siga o Compre Rural no Google News e acompanhe nossos destaques.
LEIA TAMBÉM