Embrapa faz parceria internacional para apostar na edição genômica

Embrapa faz parceria internacional para apostar na edição genômica

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O foco principal das pesquisas da Embrapa, no momento, é a geração de plantas de algodão e soja mais resistentes (Foto: Divulgação Embrapa)

Tecnologia é considerada uma quebra de paradigma e promete aumentar variabilidade genética de plantas

A Embrapa fechou uma parceria com a Benson Hill Biosystems (BHB), empresa norte-americana com sede na Carolina do Norte, Estados Unidos, para o uso de uma nova versão da Clustered Regularly Interspaced Short Palindromic Repeats (CRISPR), tecnologia considerada a mais promissora para a edição de genomas, por sua eficiência, precisão, baixos custos e facilidade de utilização.

De acordo com a estatal, a tecnologia é considerada uma quebra de paradigma na engenharia genética por permitir “ligar” e “desligar” genes dentro de uma mesma planta, sem deixar genes estranhos ao organismo no produto final.

“A edição do genoma é um avanço revolucionário para melhorar o processo tradicional de desenvolvimentos de plantas, de forma ágil, e com maior precisão”, afirma em nota o pesquisador Alexandre Nepomuceno, da Embrapa.

Através da parceria, a Embrapa terá acesso aos avanços da companhia norte-americana em sua tecnologia e poderá aumentar a capacidade técnica de suas equipes de Pesquisa & Desenvolvimento. O objetivo é testar a tecnologia e ampliar o portfólio de opções com a tecnologia CRISPR da Embrapa para edição de genomas.

O foco principal das pesquisas da Embrapa, no momento, é a geração de plantas de algodão e soja com resistência a pragas e doenças, tolerância a estresses climáticos e aumento do teor proteico e da quantidade de óleo, especialmente no caso da soja.

Na Embrapa Soja, a tecnologia vem sendo estudada pela pesquisadora Liliane Henning para desativar genes com características indesejáveis e favorecer a melhoria das características associadas à qualidade de grãos e sementes de soja, alterar rotas metabólicas para reduzir a ação dos fatores antinutricionais e aumentar os teores de ácidos oleicos.

POR REDAÇÃO GLOBO RURAL

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