Complexo de 350 mil metros quadrados será construído em Pinheiros, no Norte capixaba, e reunirá armazéns, empresas do setor agrícola e uma pista de pouso com operação noturna
O avanço do agronegócio no Norte do Espírito Santo começa a redesenhar também a infraestrutura da região. Em Pinheiros, um polo logístico do agronegócio está sendo implantado para reunir, em uma mesma área, empresas ligadas ao café, à pimenta, aos fertilizantes e a outras cadeias produtivas que vêm ganhando espaço no estado.
Com aproximadamente 350 mil metros quadrados, o empreendimento, chamado Orletti Park Log, foi concebido para atender negócios que precisam de instalações maiores, modernas e próximas das áreas produtoras. O projeto prevê galpões empresariais, unidades de armazenagem, espaços para beneficiamento e um aeroporto privado, considerado o principal diferencial da estrutura.
Polo logístico do agronegócio acompanha expansão da produção capixaba
A localização do complexo foi definida em meio ao fortalecimento das atividades rurais no extremo Norte do estado. Pinheiros e os municípios vizinhos concentram lavouras de café conilon, pimenta-do-reino, frutas e outras culturas, formando uma rede que movimenta produtores, compradores, indústrias e distribuidores de insumos.
Segundo o idealizador do empreendimento, Thiago Orletti, o aumento do volume de negócios revelou uma carência por espaços preparados para operações de maior porte. A proposta é criar um ambiente capaz de receber empresas de diferentes segmentos, favorecendo a integração entre produção, processamento e comercialização.
As primeiras construções já estão próximas da conclusão. A expectativa é que algumas atividades comecem antes mesmo da finalização de toda a estrutura planejada.
Café e fertilizantes abrem a primeira fase do complexo
A ocupação inicial deverá contar com uma empresa especializada no comércio de café e outra voltada à distribuição, mistura e fabricação de fertilizantes. As duas operações representam setores estratégicos para a economia agrícola regional.
A presença de uma unidade de fertilizantes pode aproximar os insumos das propriedades rurais, enquanto a atividade comercial ligada ao café tende a reforçar Pinheiros como ponto de negociação e apoio à produção do conilon.
O planejamento ainda reserva espaço para novos empreendimentos. Entre as possibilidades estão unidades de seleção, embalagem e beneficiamento de frutas, além de agroindústrias, empresas de serviços e estabelecimentos comerciais conectados ao setor rural.
Aeroporto próprio pretende aproximar investidores e compradores
Além dos galpões, o empreendimento terá uma pista de pouso com 1.100 metros de extensão, preparada para receber voos noturnos após a conclusão das obras e a liberação dos órgãos responsáveis.
Também estão previstos um hangar para aeronaves e uma área de recepção de passageiros. A estrutura foi pensada para facilitar o deslocamento de produtores, investidores, executivos e compradores que visitam a região para reuniões e negociações.
De acordo com Orletti, a falta de uma pista adequada ainda dificulta a chegada de empresários de outros estados e de representantes estrangeiros. Com o aeroporto, a intenção é reduzir esse obstáculo e tornar Pinheiros mais acessível para quem utiliza a aviação executiva.
Asfaltamento da pista está previsto para agosto
A pavimentação da pista deverá começar em agosto. Depois dessa etapa, os responsáveis pelo projeto pretendem encaminhar o processo à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que avaliará as condições necessárias para autorizar o funcionamento.
Por depender dessa análise, ainda não há uma data confirmada para o início dos pousos e decolagens. Os galpões, por outro lado, estão em estágio mais avançado e poderão receber as primeiras operações nas próximas semanas.
O montante destinado à implantação do complexo não foi divulgado.
Novo empreendimento pode ampliar vocação econômica de Pinheiros
A instalação do polo logístico do agronegócio pode fortalecer a posição de Pinheiros como centro de apoio às cadeias produtivas do Norte capixaba. Além de atender empresas já consolidadas, o espaço poderá atrair transportadoras, prestadores de serviços, distribuidores e indústrias interessadas em ficar mais próximas das áreas de produção.
O impacto econômico dependerá da adesão de novos negócios e do volume de operações realizado no local. Ainda assim, a combinação entre armazéns, unidades industriais e acesso aéreo cria uma infraestrutura pouco comum em municípios do interior.
Ao conectar diferentes etapas do agronegócio em um único ambiente, o projeto procura acompanhar uma transformação que já acontece nas propriedades rurais: a produção cresce, as negociações se tornam mais complexas e a logística passa a ter papel decisivo na competitividade.
Com informações de Abdo Filho.
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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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