FAESP: Projeção da safra paulista de grãos é de 9,75 mi de t, alta de 12,72%

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Foto: Divulgação

A expectativa inicialdo 1º Levantamento de safra da Conab, de outubro de 2021, era de 10,1milhões de toneladas, uma queda de 4,0%.

O 12º Levantamento de Safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com dados elaborados pelo Departamento Econômico da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (FAESP), apontou a safra paulista de grãos 2021/2022 em 9,75 milhões de toneladas, volume 12,7% superior ao da safra anterior. No entanto, a expectativa inicial do 1º Levantamento de safra da Conab, de outubro de 2021, era de 10,1 milhões de toneladas, uma queda de 4,0%.

A safra paulista do ciclo 2021/22 de grãos enfrentou os impactos do fenômeno climático La Niña, que reduziu severamente as precipitações em importantes regiões produtoras do Estado, o que causou efeitos na produção.

“Apesar da queda nos resultados desta safra em comparação com as expectativas iniciais, o Estado de São Paulo registra produção recorde de grãos, resultado do esforço e dedicação dos produtores paulistas, que muito se empenham para garantir o abastecimento alimentar”, ressalta o presidente da FAESP, Fábio de Salles Meirelles.

O destaque positivo é para o milho, que no consolidado das duas safras resultou em 4,33 milhões de toneladas, indicando uma alta de 32,4% em comparação com o ciclo anterior.

Desse total, 2 milhões correspondem à primeira safra (alta de 8,4%) e 2,33 milhões à segunda. Os resultados do milho verão superam as expectativas iniciais de 1,85 milhão de toneladas do primeiro levantamento, publicado em outubro de 2021 pela Conab.

Por outro lado, os resultados do milho safrinha são inferiores à primeira projeção, isso porque as lavouras de milho segunda safra no Estado, além de sofrerem com precipitações abaixo do normal e mal distribuídas, ainda tiveram que lidar com baixas temperaturas e severo ataque de cigarrinhas, eventos que contribuíram para a redução da produtividade estimada.

A produção de algodão no Estado, embora não muito volumosa, teve ótimo resultado nesta safra. Os preços mais atrativos do algodão em 2021 contribuíram para o ganho de 80,9% em área, estimada em 8,5 mil hectares.

Com esse incremento, mesmo havendo queda de 1,83% na produtividade, a produção registra ganho de 77,5%, somando 33,2 mil toneladas de caroço.

O cultivo mais afetado neste ciclo foi a soja. A projeção inicial para a produção era de 4,44 milhões de toneladas. Mas a redução das chuvas em decorrência do La Niña diminuiu em 7,14% a produtividade do grão, que atualmente soma 3.436 kg/ha contra 3.700 kg/ha do ciclo anterior.

Com esses resultados, a safra de soja 2021/22 foi avaliada em 4,18 milhões de toneladas, cerca de 2,9% inferior ao volume colhido na temporada passada.

Brasil

No fechamento da safra 2021/22, conforme levantamento da Conab, a produção brasileira de grãos é avaliada em 271,2 milhões de toneladas, valor que representa aumento de 5,65% ante os resultados da safra anterior, mas com uma queda de 6% em comparação às estimativas iniciais, que previam uma produção de 288,6 milhões de toneladas. A queda nos resultados é decorrente das adversidades climáticas em importantes regiões produtoras, em especial nos estados do Sul.

A área plantada com grãos nesta safra soma 74,3 milhões de hectares (alta de 5,97%) e a produtividade 3.650 kg/ha (queda de 0,33%). O algodão teve sua produtividade afetada pelo estresse hídrico, verificado nos estados de MT e BA, em fase importante para o desenvolvimento das lavouras. Apesar disso, na comparação com 2020/21, a produção de 3,7 milhões de toneladas de caroço neste ciclo é 8,2% superior.

O destaque positivo nesta temporada é para o cultivo de milho, especialmente de segunda safra, cuja produção resultou 41,8% maior que a do ciclo 2020/21, somando 86,1 milhões de toneladas. A terceira safra registrou aumento de 33,4%, com volume colhido de 2,17 milhões de toneladas.

No consolidado das três safras, o milho atingiu 113,3 milhões de toneladas (alta de 30,1%), resultado que poderia ser ainda melhor caso as lavouras de primeira safra na região Sul não tivessem sido severamente afetadas pela estiagem. A estimativa da Conab é que a estiagem tenha resultado em queda de 20,1% na produtividade de milho primeira safra nessa região. Ainda assim, a produção total de milho verão é 1,02% superior à do ciclo anterior e soma 24,98 milhões de toneladas.

Entre os destaques negativos, a soja teve sua produção reduzida em 9,92% ou 13,83 milhões de toneladas, isso porque a influência do La Niña nos estados do Sul, em SP e MS, com redução das precipitações, resultou em queda de 14,1% na produtividade média das lavouras. Para este ciclo, estima-se um volume de 125,5 milhões de toneladas de soja.

No geral, apesar do impacto do clima, a safra 2021/22 finaliza com incremento na produção, refletindo os esforços do produtor para enfrentamento das adversidades e para a obtenção de bons resultados no campo. Embora as lavouras de inverno e terceira safra ainda estejam em campo, a Conab destaca que eventuais ocorrências climáticas não serão capazes de reduzir a produção total de grãos em patamar inferior ao da safra passada, mantendo a perspectiva de safra recorde.

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